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A minha vidinha

A minha vidinha

06
Nov19

Irritações

Maki

Estou à menos de 10 minutos no autocarro e já tenho vontade de dar uma cabeçada a uns amiguinhos do futebol que estão a ver um vídeo em repetição que, ou é sobre um tipo que matou um urso e se vai casar. Ou que se vai casar porque matou um urso. Ou que vai casar com um urso. Ou é um urso e se vai casar. A única coisa garantida é que já não posso ouvir a palavra urso e casar. 

Oh perdão, agora andam a ver vídeos caseiros cheios de ruído, e um puto lá à frente está a ver desenhos animados com um volume estupidamente alto. 

Maldita a hora em que meteram WiFi nos autocarros e maldito o dia em que eu nasci com mau humor matinal.

17
Out19

É por estas e por outras que não tenho coisas caras

Maki

No espaço de 12h consegui esquecer-me do fato-de-banho no balneario, deixa-lo na sala onde trabalho e como se não fosse suficiente o raio do saco onde o transportava caiu no meio de um jardim, e eu apercebi-me logo? Naaaaaaaaaao, só quando estava quase a chegar à porta do mesmo!

Não me bastava aquela porcaria ter um decote maior do que eu estava à espera e ao qual ainda não me habituei, o medinho que algo saia do sitio quando me agarro ao poleiro para descansar, ainda deixo aquela moenga em tudo o que é sítio!

13
Jun19

Ai que as consultoras querem-me

Maki

Tenho a tese atrasada, muito atrasada, mas decidi começar a enviar currículos, ver propostas de emprego, actualizar o perfil do LinkedIn, e damn... As consultoras estão desesperadas...

Enviei o currículo e umas horas depois já tinha resposta de umas consultoras... Que honestamente são a minha ultima escolha... Porque se começar numa consultora vou ser escravizada e nunca mais vou conseguir sair do loop de trabalhos associados a programação... E se eu quisesse programar para o resto da minha vida tinha ido para informática... 

Claro que não vou meter essa hipótese de lado, mas sendo honesta vou aproveitar pelo menos 2 consultoras para fazer um aquecimento para as entrevistas de emprego de empresas que realmente me interessam... Se elas se aproveitam de recém-licenciados e mestrandos (?), sinto que não é muito injusto que também me aproveite deles para me preparar... 

Rezemos para que um dia encontre um emprego, e acima de tudo, que ganhe força para começar a trabalhar a sério na tese.

14
Jan19

Outra vez na lama

Maki

Depois de um ano lectivo super fluido bumba! veio o 1º semestre do 5º ano: duas cadeiras atrelada a idiotas machistas que não conseguem ouvir uma opinião proveniente de alguém com vagina; ansiedade em alta; a depressão a tentar dar um oizinho...

Deixei escapar o prazo para me candidatar a uns estágios pela faculdade, então agora ando com a corda ao pescoço para tentar concorrer por fora. Tenho que fazer uma apresentação sobre o estado da arte e o que planeio fazer para a tese, mas não sei quando e 3 exames à porta.

Durante a ultima semana só saí para ir nadar, fazer um exame e jogar dominó com a senhora.

Sempre que alguém diz "os melhores anos da tua vida são passados na faculdade! É lá que se fazem amizades para a vida!" tenho vontade de esmurrar a criatura na tromba. A sorte é que tive uma vida muito feliz no secundário, senão ainda acreditava nessa moenga e suicidava-me antes de acabar o curso.

Porra, já nem consigo fazer um texto fluído e coerente porque gastei todo o meu latim na porcaria da preparação do estado de arte...

16
Jun18

Oferta de trabalho X (m/f)

Maki

Andei a fazer alguma pesquisa para ter uma noção de como estão as ofertas de trabalho na minha área em Portugal, e se há coisa que me faz comichão é o (M/F) depois de alguns títulos, porque cria um vazio legal em relação ofertas que não tem esse indicador: Querem só homens, ou só mulheres? Não sei... Não está explicito. Estamos no século XXI, eu preciso saber se uma empresa procura engenheiros, engenheiras ou ambos, não faz sentido que me deixem na duvida. Se enviar o currículo para alguma dessas empresas ambíguas corro o risco de receber um "Oh menina... Não viu que não tínhamos o (M/F) no titulo? Nós só queremos homens!" ou um "Ai finalmente uma fêmea, nem imagina a quantidade de currículos masculinos que temos recebidos...". Porque realmente os seres humanos são binários e há uma grande diferença entre os engenheiros machos e os engenheiros fêmea visto que temos aulas diferentes em salas diferentes, com abordagens diferentes.

Isto é o meu lado inovador a falar, mas já alguém pensou em expor logo no titulo se procuram trabalhadores de alguma minoria para preencherem alguma quota?

Exemplo: "Trabalho X (M/F)(Adestrador de Periquito)"

Ser a empresa tecnológica com maior percentagem de adestradores de periquitos do mundo punha-vos logo em voga e toda a gente iria querer trabalhar lá.

10
Fev18

Andam a pagar a minha educação para que?

Maki

Nunca me senti tão ofendida como no dia em que a minha mãe ficou em choque quando eu lhe disse que podia fazer o encosto desde que arranjasse os fios e outro carro. 

"Eu não tenho os fios" disse ela, "as mulheres nunca andam com fios" insistiu ela. "Nem penses em ir perguntar se alguém no café tem fios"  disse ela, "as mulheres não sabem fazer encosto" repetiu ela. 

A sério? Eu já trabalhei com coisas bem mais sensíveis. O paralelo de dois componentes é das coisas mais simples que me podem pedir para fazer... 

15
Jan18

O nada esperado post sobre o sismo

Maki

Estava a falar com uma pessoa enquanto a terra tremia "o chão está a tremer ou estou só tonta", enquanto me preparava para dizer "estás é doida", finalmente senti o tremor... Olhei para o estendal e realmente a roupa estava a baloiçar. Fiquei na dúvida se ela tem uma capacidade óptima para sentir o chão a tremer ou se sou eu que tenho os alicerces de tal forma bons que não abano com facilidade.

Podia era ter sido durante o meu exame, talvez assim tivesse acordado mais cedo para a vida...

11
Jan18

E se não estiver preparada?

Maki

O semestre passou a correr, se tudo correr bem para o ano nesta altura vou estar prestes a começar a tese e a  escapar daquele poço sugador de sonhos e alegrias a que chamam faculdade, mas não me sinto preparada... O meu trabalho de sonho é demasiado bom para mim, as minhas notas são medias, não tenho traços de liderança, o meu currículo só seria útil se eu estivesse ligada às ciências humanas, ainda por cima sou rapariga... Quando for contratada pode ser apenas para preencher as cotas exigidas pelo bom senso e aumentar o rácio mulheres/homens... Ou pelo menos foi isso que grande parte das pessoas pensou ao ver que de 5 com a mesma media só eu é que entrei no curso, eu defendo que foi a minha média nos exames (2 valores superior ao candidato abaixo de mim) que teve mais peso visto que foi o único momento de avaliação em que todos tivemos sujeitos ao mesmo grau de dificuldade... Mas para muitos irá ser sempre por eu ter vagina.

O tempo foge e eu não consigo acompanha-lo. Desde Setembro que tive a ideia para um projecto relacionado com a área em que quero trabalhar, mas só encomendei as coisas para começar a trabalhar nele em Dezembro, e agora que estão prestes a chegar tenho medo. Tenho medo que a teoria base de todo o projecto não se comprove, tenho medo que isso me desanime e me faça questionar se vale mesmo a pena tentar seguir o que quero. Até porque aquilo é demasiado óbvio... Se realmente funcionasse alguém já tinha pegado nisso... Mas pronto, investi 15 euros e vou tentar tirar o maior partido deles.

Nada como ter uma crise de 1/4 de idade em plena época de exames!

10
Jan18

Ah o autocarro

Maki

À coisa de 5 anos que uso frequentemente o autocarro para ir a Lisboa, inicialmente para tratar do aparelho depois para a faculdade. Nesses 5 anos conheci 4 pessoas, duas delas da minha idade e com quem falei bastante durante a viagem, também conheci uma senhora mais madura que me ia explicando algumas curiosidades dos sítios por onde íamos passando e como esses sítios a mudaram e um jovem que começou a conversa com "oh! Are you a engineer? You look like one". Em nenhum caso houve troca de contacto, apenas uma viagem bem passada. Sempre que faço uma viagem tenho esperança que volte a acontecer, este é o tipo de interacção que mais me agrada, ao sabermos que não vamos voltar a ver as pessoas acabamos por falar mais e de forma mais aberta. Mas não voltou a acontecer. A minha única companhia tem sido o spotify e caso sinta que o meu estômago aguenta algum episódio, e diga-se de passagem que 4h só com spotify e o meu cérebro em modo depressivo não é algo propriamente agradável.

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