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A minha vidinha

A minha vidinha

01
Fev20

Adivinhem quem tende a ser foco de ódio?

Maki

Estava a comentar com uma amiga que um supermercado da minha terra estava super fraco, e que qualquer dia fechava. Expliquei-lhe que deixei de ir lá porque uma vez ia comprar bolachas e o segurança me foi buscar ao meio do supermercado porque "não pode andar com mochila", e me disse que a tinha que deixar à entrada. Comentei com ela que simplesmente pensei "bitch say what?". Adivinhem quem estava exactamente atrás de nós? Um segurança que pela farda, parece trabalhar no supermercado supramencionado... 

Oh well... É verdade... São directivas estúpidas... E não vou voltar a meter o cu naquele supermercado, honestamente não entendo porque conho e que devo confiar os meus bens a 2 gajas que trabalham numa coisa que nem é bengaleiro, quando a direcção do supermercado não confia em mim... Não é nada contra a equipa de segurança, é contra os chefes do estabelecimento que acham que podem desprover os clientes dos seus bens, se é só se eles forem em mochilas, malas, malinhas, malas de tiracolo, tudo isso pode entrar. Mochilas: não. 

É fisicamente impossível eu meter a quantidade de bolachas na mochila que perfazem o valor do meu computador.

Mas o senhor na farda de segurança não achou muita piada ao que ouviu... Eu não notei, mas os meus amigos comentaram... Na caixa quando lhe passámos à frente porque a minha amiga está grávida -  muito grávida - dei por ele a olhar para nós de lado, pelo que olhei para ele de frente, pronta para esclarecer qualquer duvida que o senhor pudesse ter. Mas o senhor deixou de olhar para nós, então acabei por cagar no assunto. 

Mais um inimigo pouco poderoso para a colecção... 

28
Jan20

Quero dar uma folga à empregada

Maki

Quem nunca ouviu uma música que o fez viajar no tempo? 

Hoje aconteceu-me isso ao ritmo de José Malhoa, que é um bacano que se preocupa com o bem estar da empregada. Recuei até Junho do ano passado, em que fomos a um bailarico perto de Ferreira do Zêzere no qual apesar do nosso estilo questionável, éramos as únicas pessoas a curtir a música. Os artistas adoraram-nos. (senão me engano publiquei uma fotografia de uma sanita da terriola algures). 

E como uma musiquinha pimba nunca vem só, pouco depois emergeu a musiquinha da jovem que mexe nos telhoes do seu amor. Também foi um bom concerto, se ela tivesse cantado a música sobre a enguia do seu amor teria sido bem melhor... 

Aah, tomara que volte a época dos bailaricos!

06
Dez19

A primeira pessoa que odiei

Maki

Toda a gente gostava do homem, diziam que ele era um óptimo professor, e que eu tinha sorte de o ter. E eu acreditei nisso até que o voltei a ver neste verão. 

Desde o quarto ano que não o via, o que perfaz 14 anos. O homem sorriu-me e acenou, e nesse momento tive um clique e percebi que odiava o homem, ele foi a primeira pessoa que odiei e não tinha noção disso porque enquanto criança não sabia o que era a definição de ódio. Mas odiava-o. E ainda hoje o odeio. 

Foi meu professor do primeiro ao quarto ano. Era cristão, e demonstrava-o expondo uma cruz na qual jazia um homem magrissimo representando Jesus Cristo por cima do quadro. Era bastante gráfica e ainda hoje me lembro perfeitamente dela. Note-se que apesar da escola que frequentei ter sido edificada no tempo de Salazar, quando andei lá era uma escola pública e estávamos no início do milénio. 

Mas não é pela cruz e os pesadelos associados à mesma que o odiava sem saber. Haviam tantas coisas erradas... 

O homem segregava-nos, os mais "inteligentes" (inteligente não é bem a palavra... Que com 6 anos podemos ser o que quisermos com o estímulo necessário...) e/ou filhos de pessoas mais influentes ficavam no lado direito da sala. Os mais pobres, "burros", irrequietos e ciganos ficavam no lado esquerdo. Era o quadro e a cruz pendurada sobre ele que nos separava. 

Eu e a minha melhor amiga do tempo da pre-primaria ficámos em lados opostos. 

O homem escolhia 4 capitães de equipa no início do ano e obrigava-nos a formar equipas. Ao longo do ano se ganhassemos algum concurso de tabuadas ou assim ganhávamos um ponto. Se alguém da equipa se portasse mal perdiamos um ponto. Era muito bonito quando ganhávamos, mas quando perdíamos o ambiente ficava estranho. 

O senhor nunca bateu num único aluno. Isso é verdade. Obrigava os outros a fazerem esse trabalho por ele. Quando alguém se portava mal ele escolhia uma das pessoas que se sentavam no lado direito da sala para dar um "cachaçao" em quem interferia com a aula, geralmente o professor escolhia os moços porque eles tinham mais força. Uma vez fui eu, a bicha mais quieta da sala, a que evitava meter-se em confusões e só queria deixar de trocar os Ps com os Qs, os Ds com os Bs e com os Vs. Lembro-me perfeitamente de fazer o caminho entre a minha mesa e a do gajo mal comportado, com histórico de violência e que já fumava bem antes dos 9, do medo que sentia enquanto ele sorria ao me ver aproximar. De antes de dar o cachaçao olhar para o professor e o cabrao estar com um sorriso estúpido na cara. Foi nesse momento que comecei a odiar o homem. 

Entretanto esse ódio, que eu não sabia ser ódio veio a crescer. 

Não dei um cachaçao com força, primeiro porque não a tinha, segundo, porque não sentia que merecia a pena levar uma sova do tipo quando chegasse lá fora. E voltei para o meu lugar. 

No dia seguinte o tipo a quem dei uma "festinha" no cachaço, começou a gozar comigo. A dizer que o professor lhe tinha dito que eu gostava dele e que tinha sido por isso que não tinha dado com força. Posteriormente o professor também fez um comentário em relação a isso numa aula. Odiava-o. Odiava-o com toda a minha pequena alminha e não sabia. 

Entretanto, como há almas gémeas,  também passei a odiar a sua mulher. Que apareceu toda sorridente no funeral da minha avó com uma coroa de flores por finalmente ter mais uma cama livre no lar. Uns atormentam e segregam os mais novos, outros desidratam e segregam os mais idosos. 

Não há ódio como o primeiro. 

14
Nov19

"É o Bento minha senhora"

Maki

"Uma senhora ao ouvir baterem ao postigo disse à caseira para ver quem era.

" É o Bento minha senhora." Diz a caseira. 

"Diga que entre."

"Mas minha senhora, é só o Bento!" responde a caseira. 

"Diga que entre!" ordena a senhora. 

A caseira abre o postigo e deixa o vento entrar.".

 

(No entanto a caseira enganou-se, o vento estava acompanhado do Cronos,  e entraram juntos. À sua passagem a memória alterou-se, e parte da tradição oral perdeu-se. )  

06
Nov19

Irritações

Maki

Estou à menos de 10 minutos no autocarro e já tenho vontade de dar uma cabeçada a uns amiguinhos do futebol que estão a ver um vídeo em repetição que, ou é sobre um tipo que matou um urso e se vai casar. Ou que se vai casar porque matou um urso. Ou que vai casar com um urso. Ou é um urso e se vai casar. A única coisa garantida é que já não posso ouvir a palavra urso e casar. 

Oh perdão, agora andam a ver vídeos caseiros cheios de ruído, e um puto lá à frente está a ver desenhos animados com um volume estupidamente alto. 

Maldita a hora em que meteram WiFi nos autocarros e maldito o dia em que eu nasci com mau humor matinal.

02
Nov19

É assim tão complicado acreditar no Arnaldo?

Maki

Sinto-me ofendida. Quando me perguntaram se ainda estava solteira falei do Arnaldo, um tipo ligeiramente mais velho, estupidamente alto e nada gato.

Ok, ele não existe. Mas wow, podiam fingir que acreditavam que eu conseguia arranjar homem, nem que fosse apenas por uns breves minutos. 

Agora por uma questão de honra tenho mesmo que encontrar um Arnaldo, de preferência ligeiramente gato. 

01
Nov19

Ow estivemos todos juntos

Maki

Acho que já mencionei aqui que ao longo do tempo o meu grupo de amigos foi-se fragmentando, uns chatearam-se outros simplesmente deixaram de se dar entre eles. Mas eu, como filha de pais divorciados, nunca tomei nenhum partido e continuei amiga de toda a gente, o que faz com que as minhas vindas à terrinha sejam uma loucura, em que tenho que arranjar tempo para a minha mãe, o meu pai, e os diferentes grupos de pessoas. 

Heis que hoje um milagre aconteceu e estive com 4, 4 pessoas que estão na minha vida à mais de 9 anos e que não estavam juntas à algum tempo. Foi tão bom. 

E achamos que foi suficiente? Não, agora vamos tentar juntar ainda mais pessoas, por isso ou depois de jantar as estrelas se alinham, ou há uma big fight entre duas das minhas grandes amigas. 

De qualquer forma vou levar pipocas e com o meu discurso de "nope, sou a Suíça.",  "É mais provável eu seguir o PNR do que tomar partido nesta discussão...", "PNR! PNR!".  #adulta

 

01
Nov19

Rupturas

Maki

Se há coisa que me irrita na minha terrinha são as constantes rupturas no sistema de canalização. Ontem tive que esperar 2 horas para dar banho, e hoje cheira-me que vou ter que sair de casa sem o mesmo. 

O que até não seria muito mau se eu tivesse num dia normal. Mas naaaooo. Fucking período. 

Mas preciso tanto, mas tanto de comer um Toblerone que tenho mesmo que me fazer à estrada. E já sei como é... Como hoje que não tomei banho vou encontrar montes de gente conhecida. 

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