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A minha vidinha

A minha vidinha

13
Jan18

Atacada pela nostalgia

Maki

Hoje ao vasculhar na minha conta do youtube encontrei um tesouro em bruto, uma banda que não ouvia desde que entrei na faculdade mas que me acompanhou desde o 8º/9º até ao 12º e que definitivamente é das bandas de que mais gosto. 

A primeira musica com que chorei e que ainda hoje não consigo ouvir é deles - Dark Congregation, e nessa altura só tinha medo que tal estivesse prestes a acontecer... Hoje possivelmente ia dar cabo de mim... Ironicamente ouvi durante cerca de 2 anos a musica na boa até que me caiu a ficha (Back in the day my english was terrible).

Tem uma musica que descrevia (e ainda hoje descreve) bastante bem a minha visão do mundo romântico: City Traffic Puzzle.

Também foi uma musica deles que deu origem a um episódio caricato numa aula de psicologia em que o professor decidiu que todos tínhamos que escolher uma musica que descrevesse o que para nós devia ser o amor e obrigou-nos a partilhar com a turma e ficar de pé no quadro enquanto as pessoas a ouviam, quando chegou a minha vez, meti o You're the Moon, o professor ficou ficou fã e quando me fui sentar a gaja que estava atrás de mim disse-me "Estás deprimida? Aquilo é muito negativo." A musica que ela escolheu foi o fucking Creep dos Radiohead... Como é que uma gaja que escolhe o Creep para descrever o que deve ser o amor se atreve a dizer que a minha musiquinha sobre como amar é ver o melhor das pessoas e tentar que elas se apercebam do quão brutais são tem a lata de me chamar deprimida?! Fiquei ofendida. Muito ofendida. Na altura tinha depresão? Não, mas já tinha andado lá perto o que me faz não gostar desse tipo de piadas. Não me lembro do que lhe respondi, mas lembro-me que depois da aula me disseram que tinha sido uma resposta óptima... Ainda hoje não vou com a cara daquela gaja.

A banda já se separou à uns bons anos, os dois vocalistas acabaram por entrar em bandas diferentes, o que de certa forma até foi bom porque deram origem a 2 discos bacanos. A Greta foi para os Gold Motel e o Bob entrou nos Stamps the band, sendo que tenho um carinho especial pelos últimos (apenas enquanto o moço esteve lá), porque no lançamento do álbum (Stamps Ventures of a Lifetime) eles deixaram o pessoal dar o dinheiro que podia pela versão digital do disco ou comprar a versão premium, na altura o meu dinheiro do paypal consistia apenas no que ganhava a clicar em anúncios (geralmente 0.00125$ por anuncio, em casos excepcionais 0.05$) e apesar de me sentir mal por só conseguir dar 2.45$ pelo disco fiz a compra. No dia seguinte recebi o link para fazer o download, fui de férias e quando voltei tinha um envelope proveniente dos USA com o álbum autografado. Nunca tive um momento de fangirling como aquele... O Bob continua a ser o meu maior "celebrity" crush, não por ser todo bom, mas porque tenho a impressão que ele é bastante imprevisível e brutal... O gajo escreveu uma musica com base na viagem que o cão dele ia fazer, ganhou dinheiro com ela e fez com que maior parte das pessoas achasse que se referia a uma gaja, isso é genial e super random, preciso de mais pessoas assim na minha vidinha.

Escusado será dizer que passei o dia a saltitar entre estas 3 bandas, a nostalgia até me levou ao tumblr, mas em relação a isso só vou dizer que o meu sentido de humor não mudou minimamente em 5 anos e que o raio do blog continua a reflectir demasiado bem as coisas de que gosto... 

04
Dez17

A desilusão

Maki

Eu estava feliz, radiante até porque achava que ia passar a passagem de ano a ouvir Os Azeitonas e Blind Zero que são duas bandas óptimas. Ontem fiquei triste. Muito triste, porque eles foram no ano passado... Afinal vou ouvir Aurea e Amor Electro, que também são bons, maaaaaaas não são Os Azeitonas nem Blind Zero... Já não posso berrar o Cinegirasol, o Ray-dee-oh ou o às orelhas delas... Terei que me ficar pelo Scratch my Back e ser inundada pela nostalgia de já não ser muito próxima da gaja que perdeu 3 dias à 7 anos atrás a decorar todas as musicas da Aurea antes de um concerto no qual ficámos sentadas no chão à frente da primeira fila de cadeiras porque ela se recusava a ficar de pé atrás de 10 filas de cadeiras. Nunca vi ninguém a curtir um concerto tão intensamente sentada como naquele dia e fomos fortemente julgadas... Mas hey... Acabámos por dar um oizinho à moça e ela ficou super feliz com o entusiasmo que demonstrámos ao longo do concerto.

No dia seguinte a minha mãe sugeriu que eu devia arranjar amigos normais.

Damn... Este concerto vai ser tão chato comparado com o outro...

19
Ago16

Atão avô?

Maki

Já lá vão 90 anos desde que você se lembrou de nascer hã? Infelizmente nos últimos dois anos não esteve aqui para celebrarmos o seu aniversário juntos e nunca lhe cheguei a fazer o bolo que prometi, dava qualquer coisa para o voltar a ouvir refilar por não o ter ou por me recusar a passar a ferro com medo de lhe queimar a roupa (diga o que disser é uma razão bastante válida). Dizem que só damos valor quando perdemos, mas eu sempre o valorizei, como saí a si sou terrível a dizer lamechices no entanto espero que assim como eu sei que você gosta de mim você também saiba que gosto de si. 

Ai está um calor que não se pode! Acabei agora mesmo de ver a avó, ela está rija (não como um alho chocho, está mesmo rija), continua preocupada por lá não lhe darem a hipótese de fazer luto total e pela casa, mas ela é uma mulher forte, mais forte que muitos homens. Os canários continuam vivos, um está coxo mas de vez em quando ainda cantam, já não tenho os dentes "podres" que o aparelho já foi com os porcos mas mesmo assim continuo sem arranjar homem (sempre lhe disse que era do meu mau feitio, saí a você...).

Bem vou andando que tenho que me despachar, ai de você que me mande pela sombra pelo Sol estar quente!

22
Jul15

Quando foi a minha vez

Maki

Não acredito que já passou um ano... Parece que foi à coisa de 3 meses, a ansiedade, as discussões para decidir o curso, o cuidado de verificar não uma, não duas, mas umas mil vezes a minha candidatura, foi uma altura bastante interessante e intensa. Hoje ao ver a ansiedade do pessoal do 12º e o receio fico meio nostálgica.

Lembro-me demasiado bem de alguns episódios entre repetir o exame de física e química e a divulgação das colocações. Por acaso tive sorte, quando fui repetir o exame estava fresquinho, lembro-me do pessoal implicar comigo por eu ter ido de fato-de-treino e ter chegado em cima da hora, com a minha calculadora da época dos Afonsinhos e cara de quem precisava de pelo menos mais 5 horinhas de sono. De entrar na sala, sentar-me pela primeira vez em todo a minha vida de estudante numa mesa na primeira fila a pensar se não estaria a perder o meu tempo e se o bastardo do director da escola não teria razão ao insinuar que eu era burra enquanto era corroída pelo medo de falhar, até que se sentou um rapaz da minha turma na mesa ao lado e me mandou para o caraças por só estar a fazer melhoria, nunca fiquei tão feliz por o ouvir, implicamos um com o outro enquanto os professores estavam à porta a fazer a chamada até que toda a sala ficou em silencio,os professores fizeram o discurso habitual e o exame começou. Da época de exames também me lembro de como a minha maquina (super actual e potente) resolveu deixar de fazer gráficos exactamente no ultimo exercício do exame de matemática.

Mas sem duvida os momentos mais woow para mim estiveram relacionados com a candidatura. Obviamente tive um pequeno ataque de histeria quando soube as notas, aliás, quando me confirmaram pela terceira vez as notas dos exames (resolvi só acreditar após 3 pessoas diferentes o dizerem, nunca fiando, ainda por cima estava fora de Portugal, se me estivessem a aldrabar não ia chegar a tempo da 2ª fase, tinha que comprar os bilhetes começar a estudar e tal... Quando voltei para Portugal e peguei na minha ficha ENES, ai sim, ia-me dando uma coisinha, foi a primeira vez na vida que vi um 17 numa pauta que me pertencia, aliás... 3... E um daqueles 17 salvou-me o pêlo, para além disso, graças a ele o director da minha escola (um senhor bastante simpático que um dia mandou uma funcionaria buscar-me à sala para ir ter com ele visto que tinha sido a única aluna que queria fazer exame de física de 12º por externo, disciplina que não abriu e que sempre me fascinou, era meio chato estarem a fazer um exame só para mim, acabei por concordar, preenchi uma folha a dizer que desistia do exame, e quando a entreguei o dito senhor disse-me ''também não ias ter maior nota do que deves ter a biologia ou psicologia'' ) bem, o dito senhor engoliu as palavras, a minha nota foi a 2ª mais alta da escola, maior do que a do ''menino de ouro'' do 11º. Voltei a ver o senhor director uma vez após saírem os resultados, o senhor olhou para mim mas rapidamente olhou para o chão, coisa rara que norma geral o senhor anda bastante direito quase a olhar para o tecto, foi dos momentos mais gloriosos da minha vida, nem sei como não me deu para gritar "INCHA PORCO!"(estou a brincar eu não digo isso, ok, digo... mas não ia dizer ao senhor).

Também me estou a lembrar da noite em que pensei em mudar a ordem das minhas opções na candidatura, era o ultimo dia em que o podia fazer, eram para ai umas dez da noite quando decidi que o dia fazer, estava a descer as escadas para avisar o meu pai que ia mudar a ordem quando dei um tralho... mas um tralho... desci 3 degraus com o rabinho a embater na borda de cada um... Sinceramente não sei como é que não parti nada, mas andei a ouvir piadinhas durante quase 2 meses devido à nódoa negra colossal que tinha na nádega... Obviamente depois da queda estava mais preocupada em fingir estar bem e em voltar a respirar decentemente do que propriamente em mudar a ordem.

Curiosamente todos estes acontecimentos levaram a que eu entrasse no curso em que estou, aquele 17 no exame fez com que eu ficasse com um dos dois lugares disponíveis para os sete candidatos com a mesma media que eu, a queda impediu que eu metesse um curso para o qual tinha mais que media para entrar como primeira opção, o senhor director fez com que eu estudasse física e química com mais afinco...  Bem, o que tem que ser tem muita força... (E a queda foi bem grande)

05
Fev15

Finalmente em casa

Maki

Após dois dias feita galderia a sair com os poucos amigos que tenho e que por azar se dão mal uns com os outros tive tempo para escrever qualquer coisinha. Tinha tantas saudades de estar em casa, de ver os meus amigos, de ter conversas sérias e logo de seguida conversas totalmente aleatórias, de ir ao castelo, de dizer boa tarde a toda a gente, de comer torradas enormes e baratas no café enquanto me esfregam na cara que já é altura de arranjar gajo, de correr, de nadar... Agora estou feliz, cansada mas feliz. Aconteceu tanta coisa, acabamos por mudar todos, no entanto pouco ou nada mudou entre nós, continuamos a falar das mesmas coisas, a dizer as mesmas merdas, parece que os três meses sem nos vermos e falarmos não passou de um fim-de-semana, e isso deixa-me super feliz. Tinha saudades de ter conversas a sério, estava tão farta de ter como único tema de conversa a universidade. Hoje fui nadar, oh gosh não sei como sobrevivi 4 meses sem nada, pelo que me disseram sempre que acabava uma série vinha à superfície com grande sorriso, tinha tantas saudades... É tão bom sentir o corpo deslizar na água, sentir o impulso de uma pernada de bruços bem dada, ou simplesmente ficar sentada debaixo de água. E correr, é tão bom estar no meio do campo a correr, o ar é tão leve, e por causa da chuva está tudo verde, claro que o vento na tromba é uma porcaria, e o chão enlameado e a possilidade de encontrar cães soltos ou romenos badalhocos que se metem com tudo o que mexe... Mas apesar de tudo é tão bom correr.

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