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A minha vidinha

A minha vidinha

25
Nov19

Quando nem o primeiro nem o segundo funciona correctamente

Maki

Tenho andado mal, meio que a arrastar no lodo... Felizmente o meu segundo cérebro agora está bacaninho, aliás, bacaninho é favor, nunca na minha vida tive o transito intestinal tão bom... isto de obrar duas vezes e não ter a barriguinha inchada é um novo mundo para mim.

Mas nas semanas em que estive doente, voltei a andar na corda bamba a tentar equilibrar-me ao lidar com a ansiedade e a não cair no poço da depressão. Nestas duas semanas meti a faculdade de lado, e agora... Ui agora, ui, agora sempre que penso nela o meu coraçãozito começa a apertar a respiração fica pesada, começo a coçar-me apesar de não ter comichão.

Não tenho vontade de fazer nada... Tenho que sair deste estado inerte.

Estou a voltar ao desporto, mas nem deslizar na água me alegra o dia, porque me canso após 50m. Vou este fim-de-semana a casa para atormentar os meus amiguinhos me conectar com as origens. Para a semana tenho que começar a marcar reuniões para realizar uma analise de mercado e começar a mexer no Android Studio. E hoje vou voltar à tese, como se não houvesse amanhã.

Se na Black Friday houverem descontos em fatos de triatlo vou ser doida e investir num para me obrigar a treinar a sério e começar a competir no verão. O meu problema é que não consigo estou disposta a dar mais que 100 euros por uma roupinha apertaducha que só vou usar em provas nas quais também tenho que pagar a inscrição. (E a verdade é que também tenho medo de mandar vir um fato carissimo e aquela porra não me servir... Ou se o corto mal e aquela porra se estraga... Ou se se rompe no meio de uma prova...). Ninguém me quer patrocinar? Eu tatuo o vosso blogue no braço.

 

 

08
Set19

Bailando

Maki

Em junho tive uma infecçãozita, e quando fui às urgências da terrinha, a doutora, após me fazer esperar 1 hora entre tirar sangue para a análise básica e voltar a ser chamada, na qual tive tempo de explorar toda a enfermaria e ver os meus resultados, pois deixaram-me sozinha na sala (no fundo sinto que foi um pequeno castigo por ter interrompido a sua "hora" de almoço e a ter obrigado a deixar o seu lar para voltar ao hospital, visto que a senhora só atendeu mais uma criatura durante essa hora e as análises levaram para aí 5 minutos a ficarem feitas...) 

Heis que finalmente sou chamada, ela passa-me os antibióticos e diz que tenho princípios de anemia e devia ir falar com a médica de família. 

O que não me disse é que a minha médica de família se ia reformar... Desde aí tem sido uma pequena aventura... Fui ao centro de saúde pedir para fazerem análises, no dia a seguir sai de lá com a data marcada e uma receita para uma infecção urinária que nunca tive e que a senhora da recepção alegava que devia tomar porque se o doutor,  que nunca me viu, a tinha passado por alguma razão seria.

À três semanas fui ao centro de saúde tirar sangue e a enfermeira, um amor de pessoa destoava completamente com as bestas da recepção, disse-me que depois tinha que marcar consulta para ter acesso aos resultados. Só que não tenho médico. E por incrível que pareça é mais complicado aceder aos resultados de umas análise do que receber medicação aleatória para a infeção urinária. 

Durante estas 3 semanas as senhoras recepcionistas, entre as conversas que mantinham entre elas e as cusquices com outros utentes prometeram-me um médico, sempre que me prometiam o dito metiam um sorriso resabiado na cara, pobre senhor... Quando chegar lá vai ser violado pelas solteironas... Heis que ontem me prometeram uma médica. Filhas, eu não quero saber se o Dr. Sebastião está à espera de um dia de nevoeiro para aparecer ou se a Dra. Fátima aparece dia 13 de Maio... Eu já nem peço uma consulta, nem médico de família. Só peço o papel. 

Com o andar da carruagem quando tiver o resultado das análises já estão desactualizados, e tenho que tirar sangue outra vez.

O mais chato é que quarta, quando já estiver em Lisboa, vou tentar dar sangue e vou ficar a saber em questão de minutos se sou ou não anémica, sem necessidade de andar bailando de um lado para o outro debaixo do sol estival nem mijando para um copinho.

06
Set19

Ai que estou bombada

Maki

Um amigo tinha comentado que eu estava bombada, mas eu achei que ele estivesse a gozar... Até porque tenho andando a comer meio pão por dia. Heis que hoje me vi ao espelho. E oh gosh... Estou bombada! 

Não é que não me tenha visto ao espelho nos outros dias... Sempre que saiu de casa verifico se não tenho um macaquinho a tentar escapar da jaula ou um bocado de baba seca (sim, eu babo-me enquanto durmo, acontece a mais pessoas do que vocês imaginam), mas é sempre uma verificação rápida e geralmente estou com roupa larga.

Mas hoje fiz um check num espelho de corpo inteiro, e estava com um top, e tenho os ombros mais definidos e largos que alguns dos meus amigos... (em minha defesa alguns deles são fracas figuras que não fazem desporto à mais de 5 anos). O presunto continua com celulite, mas está mais definido. 

Para a semana vou esfregar na cara da nutricionista gratuita lá do ginásio que é possível ficar mais bombada sem batidos, sem cortar o pão da alimentação e sem por os pés no ginásio para fazer musculação! Que a senhora na ultima consulta implicou comigo que comendo como eu como e sem levantar peso não ia a lado nenhum.

17
Jun19

Infelizmente a minha avó não era o Rúben de Carvalho

Maki

A minha avó também morreu como consequência de uma queda de uma cama num sitio onde estava internada. Mas a minha avó só era importante para pessoas sem influência. Então ninguém achou estranho. 

Ninguém achou estranho a enfermeira chefe do sítio onde ela acabou por cair, que também era enfermeira no sitio onde ela teve a sorte de estar antes daquele, e que a acompanhou em ambos os lados e se queixava que ela se mexia muito à noite não lhe tivesse proporcionado uma rede no novo sítio para que ela não caísse. 

Mas também ninguém acha estranho que uma elevada quantidade de utentes que chega ao hospital onde ela teve a infelicidade de morrer provenientes do sítio onde ela teve a infelicidade de cair tenham sarna. Ninguém acha estranho que essa situação se prolongue há mais de dois anos. Dá uma ligeira comichão mas ninguém acha estranho. 

Também ninguém achou estranho quando a minha avó caiu não fosse uma auxiliar a encontra-la à beira da cama mas sim uma utente com alzheimer que vagueia pelos corredores e a encontrou à porta do quarto, porque se viu obrigada a se arrastar até lá para procurar ajuda. 

Também ninguém acha estranho a quantidade de casos de desidratação e desnutrição que chegam aos hospitais provenientes de sítios financiados pela vontade que as pessoas têm de ganhar algum dinheiro fácil aos raspar um cartão ou tentar acertar em alguns números. 

Porque infelizmente nem todos somos Rubens de Carvalho, nem todos influeciamos pessoas influentes. Nem todos temos o direito de achar coisas estranhas. 

Porque infelizmente o país não está preparado para a quantidade de idosos que tem. O serviço nacional de saúde não tem tantas pessoas a trabalhar lá como devia. E, mesmo que eu ache alguma coisa estranha, a quem é me posso dirigir? Quem é que está disposto a me ouvir? 

Ninguém, porque infelizmente a minha avó não era Rúben de Carvalho. Felizmente a minha avó era só uma mulher espantosa que teve a infelicidade de estar presente na vida de pessoas pouco influentes. 

 

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