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A minha vidinha

A minha vidinha

13
Dez19

Anúncios de natal

Maki

Não vou mentir, quando vi a primeira parte do anúncio da vodafone fiquei com a lagrimita no canto do olho, mas a segunda parte? A sério? A senhora faz com que os filhos se unam, eles vão para a casa de um ver a Peppa Pig (ou lá como se chame) e a senhora fica sozinha em casa? A única coisa que recebe e uma fotografia dos 2 juntos no terceiro anúncio? Ainda por cima o edifício da senhora tem elevador e ela consegue andar de um lado para o outro em casa, por isso se a convidassem e fossem buscar ela provavelmente não teria problemas em sair de casa!

Já o anuncio da McDonald's... Esse foi feito por alguém que nunca foi passar o Natal à terrinha dos avós. Porque o que eu vejo são crianças super felizes por conseguirem andar a na rua sem estarem agarradinhos aos pais, por poderem jogar a bola na praça com os amiguinhos da terrinha enquanto os pais bebem um cafezito... Se os vossos putos acham que não se faz nada na terrinha dos avós a culpa é vossa que lhes incutem essa ideia através de desabafos do género "ugh, temos mesmo que ir para a terrinha? Lá não se faz nada..." ou por não os deixarem sair de casa e ser crianças para lá de um tablet. 

O da Bertrand... Epah... A ideia está bonita... Mas sejamos honestos... A leitura pode ser um acto social... Maaaas geralmente é uma actividade tão solitária como estar no telemóvel... Ok, eu posso ler um livrito infantil ao meu sobrinho, mas não lhe vou ler o "Lolita" em voz alta... Não se esqueçam que os jornais e os livros eram o sinal de "por favor não falem comigo" antes dos smartphones...

06
Dez19

A primeira pessoa que odiei

Maki

Toda a gente gostava do homem, diziam que ele era um óptimo professor, e que eu tinha sorte de o ter. E eu acreditei nisso até que o voltei a ver neste verão. 

Desde o quarto ano que não o via, o que perfaz 14 anos. O homem sorriu-me e acenou, e nesse momento tive um clique e percebi que odiava o homem, ele foi a primeira pessoa que odiei e não tinha noção disso porque enquanto criança não sabia o que era a definição de ódio. Mas odiava-o. E ainda hoje o odeio. 

Foi meu professor do primeiro ao quarto ano. Era cristão, e demonstrava-o expondo uma cruz na qual jazia um homem magrissimo representando Jesus Cristo por cima do quadro. Era bastante gráfica e ainda hoje me lembro perfeitamente dela. Note-se que apesar da escola que frequentei ter sido edificada no tempo de Salazar, quando andei lá era uma escola pública e estávamos no início do milénio. 

Mas não é pela cruz e os pesadelos associados à mesma que o odiava sem saber. Haviam tantas coisas erradas... 

O homem segregava-nos, os mais "inteligentes" (inteligente não é bem a palavra... Que com 6 anos podemos ser o que quisermos com o estímulo necessário...) e/ou filhos de pessoas mais influentes ficavam no lado direito da sala. Os mais pobres, "burros", irrequietos e ciganos ficavam no lado esquerdo. Era o quadro e a cruz pendurada sobre ele que nos separava. 

Eu e a minha melhor amiga do tempo da pre-primaria ficámos em lados opostos. 

O homem escolhia 4 capitães de equipa no início do ano e obrigava-nos a formar equipas. Ao longo do ano se ganhassemos algum concurso de tabuadas ou assim ganhávamos um ponto. Se alguém da equipa se portasse mal perdiamos um ponto. Era muito bonito quando ganhávamos, mas quando perdíamos o ambiente ficava estranho. 

O senhor nunca bateu num único aluno. Isso é verdade. Obrigava os outros a fazerem esse trabalho por ele. Quando alguém se portava mal ele escolhia uma das pessoas que se sentavam no lado direito da sala para dar um "cachaçao" em quem interferia com a aula, geralmente o professor escolhia os moços porque eles tinham mais força. Uma vez fui eu, a bicha mais quieta da sala, a que evitava meter-se em confusões e só queria deixar de trocar os Ps com os Qs, os Ds com os Bs e com os Vs. Lembro-me perfeitamente de fazer o caminho entre a minha mesa e a do gajo mal comportado, com histórico de violência e que já fumava bem antes dos 9, do medo que sentia enquanto ele sorria ao me ver aproximar. De antes de dar o cachaçao olhar para o professor e o cabrao estar com um sorriso estúpido na cara. Foi nesse momento que comecei a odiar o homem. 

Entretanto esse ódio, que eu não sabia ser ódio veio a crescer. 

Não dei um cachaçao com força, primeiro porque não a tinha, segundo, porque não sentia que merecia a pena levar uma sova do tipo quando chegasse lá fora. E voltei para o meu lugar. 

No dia seguinte o tipo a quem dei uma "festinha" no cachaço, começou a gozar comigo. A dizer que o professor lhe tinha dito que eu gostava dele e que tinha sido por isso que não tinha dado com força. Posteriormente o professor também fez um comentário em relação a isso numa aula. Odiava-o. Odiava-o com toda a minha pequena alminha e não sabia. 

Entretanto, como há almas gémeas,  também passei a odiar a sua mulher. Que apareceu toda sorridente no funeral da minha avó com uma coroa de flores por finalmente ter mais uma cama livre no lar. Uns atormentam e segregam os mais novos, outros desidratam e segregam os mais idosos. 

Não há ódio como o primeiro. 

02
Dez19

A associação é pequenina mas o impacto é enorme

Maki

Chama-se Associação Mais Proximidade, Melhor Vida - AMPMV (sigla que nunca consigo decorar e tive que verificar). 

Acompanham cerca de 200 idosos residentes na zona da Baixa e Mouraria: fazem visitas; solucionam problemas; acompanham ou arranjam alguém que acompanhe as pessoas (caso estas queiram) ao médico; fazem a ponte entre os idosos e outras instituições que os podem ajudar em diversos assuntos; fazem telefonemas para garantir que está tudo bem; sobem e descem imensas escadas devido à falta de elevadores; gerem equipas de voluntários e são menos de 10 pessoas.

No ano passado acompanhei uma delas durante uma manhã e cheguei à hora de almoço estafada. Elas não param, tem sempre algo para fazer, alguém que visitar. Fiquei fascinada com a força que elas têm.

Mas acima de tudo, o que mais aprecio e infelizmente não vi em muitas associações/instituições em que a minha avó esteve, é que elas respeitam e não tentam tentam mudar o comportamento das pessoas, apenas as aconselham. 

Sou lá voluntária há coisa de 2 ou 3 anos, e não podia ter escolhido um sítio melhor para o fazer. Primeiro: não me meteram uma cruz em cima por ser estudante de engenharia (que é algo mais frequente do que pode parecer), segundo: elas têm cuidado ao criar as duplas de voluntários e ao escolher as pessoas que nós temos a sorte de visitar de forma a tentar criar a melhor dinâmica possível. (Mas não digam isto à SIC senão ainda as tentam contractar para serem “especialistas” nos casados à primeira vista), terceiro: apesar de todo o trabalho que elas têm, fazem questão de nos acompanhar nas primeiras visitas e sabemos que se algum imprevisto acontecer elas vão logo atender o telemóvel.

Por isso, se tiverem uma horinha por semana em que tenham disponibilidade e queiram conhecer e passar tempo com uma pessoa com experiência de vida, aconselho-vos a dar uma olhadela na AMPMV.

Se não souberem o que dar no Natal, podem oferecer um livro com receitas e um pouco da história dos habitantes dos bairros típicos (que estão em risco de extinção pelo aumento dos alojamentos locais e ganância de alguns senhorios - coisas para as quais elas também tentam ajudar), um livro sobre a história de algumas pessoas disfarçados sobre a forma de contos (11,5 e 5 euros respectivamente).

Podem ser associados, fazer donativos, e afins (não sei muito sobre este departamento porque tenho pouco dinheiro pelo que só posso disponibilizar tempo)

Também podem passar nos próximos dias pela Fnac dos armazéns do Chiado, dar um oizinho aos voluntários (ou trabalhadores da fnac) que estiverem na parte dos embrulhos e meter um donativo na caixa transparente e relativamente grande que vai estar em cima da mesa. Também podem seguir a actividade de associação no Facebook e/ou no Instagram para estarem a par de algumas das actividades que vão ocorrendo. 

Ou mencionar esta óptima associação aos vossos amigos e familiares.

Ou simplesmente ignorar este post, apesar deste ser feito com muito carinho; e estar a chegar o “Giving Tuesday”; e ser Dezembro; e a associação ser óptima e ter poucos apoios... Vá... pelo menos falem da associação, nem que seja ao cão ou periquito

18
Nov19

Mais uma voltinha

Maki

Voltei novamente na porcaria da clínica xpto. 

Entrei, fui para o piso, e uma das máquinas das senhas estava avariada. Portanto havia fila para as outras duas. Entretanto outra deixou de ler os cartões. Pelo que caguei naquilo e fui tirar a senha ao piso de baixo, o que é um bocadinho aborrecido tendo em conta que estou assim meio que doente. Saí, desci. Fiz o processo de tirar a senha e pagar. Mete cartão, tira cartão. Mete cartão, tira cartão. Mete cartão irritada, tira cartão irritada. Repete até que aquela porcaria lê todos os cartões. A máquina cospe a factura, mas não cospe a senha. Fico à espera mas não sai nada.

Vou falar com a senhora da recepção, "tem que tirar senha para o atendimento" - não havia ninguém na sala -  explico a situação e lá me atende sem necessidade de senha. 

Não encontra a senha no sistema, e eu com a fatura na mão. Encontra a senha no sistema. Diz-me o número da senha. Volto para o piso onde vou ter a consulta. Correndo o risco de me terem chamado enquanto estava a encontrar o meu número de senha e subia para o andar. Uma luta contra o tempo. 

Tic tac, tic tac, uma pessoa nunca sabe quando a diarreia vai aparecer. 

Sou chamada, a senhora é um amor de médica que realmente ouviu o que eu disse. Deu-me umas pancadinhas, realmente profissionais, com intuito de ver se estava oca. Estava. Tive uma dorzita mais intensa e um ataquezito quando ela me deu as pancadinhas no lado esquerdo. "Que não seja apendicite, que não seja apendicite". A senhora não reagiu por isso não deve ser apendicite. 

Receitou-me umas ceninhas, explicou-me para que cada ceninha servia e o que eram. Wow. Nem quando apanhei médicos com um estagiário anexado fui tão bem atendida.  Fiquei fã da mulher. Até tive vontade de a abraçar! E eu não sou fã de abraços. Mas espero não a ter que ver nos próximos tempos. 

07
Nov19

Gosto muito de animais mas epah...

Maki

Eu gosto de animais, juro que gosto, mas epah... Sinto que algo de estranho se passa na sociedade quando um caso de maus tratos a animais, cuja reportagem, que se baseava bastante no "diz que disse", no "acho que",  tem uma duração superior à que se refere a um ser humano que foi escravizado durante 10 anos e viveu em condições deploráveis. Quando o trafico humano é uma realidade que infelizmente está bastante presente em Portugal, especialmente nas áreas rurais... E na qual ninguém fala.

Sim, temos que proteger os animais, até porque os desgraçados não tem culpa de nada e são das criaturas mais puras que andam por ai. Mas também temos que proteger e informar a nossa própria espécie...

O gajo que matava os animais merecia ser abatido? Merecia sim sr. Mas o casal que escravizava o desgraçado do pastor também!

 

07
Nov19

A equipa do Tinder com dor de cotovelo e eu com dor de ombro

Maki

Hoje o dia não me está a correr nada bem. Primeiro não consigo instalar o Tinder porque a aplicação considerou que o meu último perfil altruísta, denominado "a solução", onde a minha profissão era lifecoach, e na qual ajudava os jovens a sacar, ia contra os termos e condições deles. Mas um bastardo com a imagem de um peixe-gato, e bio "definitely not a catfish" andou por lá 5 meses consecutivos (eu sei porque instalo isto periodicamente e ele estava sempre lá, das melhores matches que tive). 

Portanto, não há mais Tinder para mim porque a equipa ficou de birra por ajudar os machos que possivelmente iriam gastar dinheiro naquela porra se não fossem os meus conselhos magníficos. 

E doi-me o ombro, porque a senhora que me fez uma entrevista de trabalho me ligou para o WhatsApp, e eu estava preparada para receber uma chamada por Skype, e como o meu quarto estava extremamente desarrumado não podia mexer o braço para não correr o risco de apanhar a pilha de livros que tinha na secretária ou a pilha de caixas com componentes sobre o qual jazia o meu computador com a câmara enquadrada de tal forma que apenas apanhava a parede do quarto, a minha cara e mostrava que estava com uma camisinha e um blazerzito. Portanto estive quase uma hora, com o braço estendido, o meu ombro direito está on fire, e a última vez que o meu ombro esteve assim foi quando treinei 15 dias non stop e abusava nos sprints, o que sempre é uma explicação mais bacana para andar com kinesio tape do que um "bem... Tinha o quarto desarrumado, por isso tive uma hora estática a segurar no telemóvel para que não se notasse". 

Yey.

06
Nov19

Irritações

Maki

Estou à menos de 10 minutos no autocarro e já tenho vontade de dar uma cabeçada a uns amiguinhos do futebol que estão a ver um vídeo em repetição que, ou é sobre um tipo que matou um urso e se vai casar. Ou que se vai casar porque matou um urso. Ou que vai casar com um urso. Ou é um urso e se vai casar. A única coisa garantida é que já não posso ouvir a palavra urso e casar. 

Oh perdão, agora andam a ver vídeos caseiros cheios de ruído, e um puto lá à frente está a ver desenhos animados com um volume estupidamente alto. 

Maldita a hora em que meteram WiFi nos autocarros e maldito o dia em que eu nasci com mau humor matinal.

06
Nov19

O temível mundo das aplicações de encontros

Maki

De momento encontro-me a fazer um estudo de mercado associado à solteirice. Tenho 3 aplicações instaladas, das quais ainda só consegui usar uma porque as restantes só permitem usar a localização real, e, por razões mais fortes que eu, ainda não abalei da terrinha (provavelmente falarei sobre isto amanhã). 

Por isso a seguinte análise baseia-se no uso que fiz das mesmas há coisa de 2 meses. 

Tinder:

O inferno de quem procura uma conversa decente. A partir do momento em que metes uma foto tua, não podes esperar mais de 4 horas de conversa interessante sem que dê para o torto, entenda-se dar para o torto como uma tentativa do outro ser tentar parecer ser sexy com afirmações do tipo "não quero parecer porco, mas eu gosto de comer *marcadechocolatequenãomepagaparafalaedela* depois do acto", ou "eu não me importo que as gajas sejam peludas, eu também o sou", sem qualquer tipo de contexto na conversa. No entanto, se usares um desenho como imagem consegues ter até 2 dias de conversa decente, depois aparecem também insinuações sexuais. Se na imagem de perfil anunciares que estás disposta a ajudar os amiguinhos a ter mais matches e garantires que não és troll, consegues ter conversas interessantes e bastantes longas, que poderão culminar com o tipo porreiro, a quem até achas piada e estás a ponderar combinar um encontro, te agradecer por toda a tua ajuda pois  fez match com três miúdas muito porreiras e dás contigo a organizar a agenda dele para conseguir dar vazão aos dates. 

Bumble:

App porreira, onde supostamente não são só as fotografias que contam, mas também o perfil da pessoa. São obrigatoriamente as gajas que tem que começar a conversa e se passadas 24h do match essa conversa não for iniciada,  o match desaparece. Como os tugas estão habituados ao tinder e são poucos os que proporcionam conteúdo interessante no perfil para começar a conversa, uma pessoa acaba por falar maioritariamente com estrangeiros o que é óptimo para treinar o english. Não sei se é por serem estrangeiros, mas a verdade é que são raras as conversas que tomam contornos badalhocos sem aviso prévio. Como há pouca gente a usar podes acabar a fazer match com pessoas do Norte ao sul do país, o que é extremamente aborrecido porque os bacanos tendem a estar longe.

CoffeeMeetsBagel:

Uma surpresa bastante positiva, tens um número máximo de sugestões por dia (5 se não me engano), que vão de encontro ao que o algoritmo deles julga ser o teu gosto. Os perfis tentem a ser bastante completos, mas é complicado arranjar matches naquela porra por questões probabilísticas. No entanto se o tipo já te encontrou e meteu like, quando te deparas com o perfil dele aquilo avisa que ele gostou de ti. Aqui realmente os gajos já tendem a apresentar perfis decentes com conteúdo para além das fotografias. Maaas é preciso paciência para ter um match. A vantagem disso é que lhe dás mais valor e realmente tentas conhecer a criatura porque não tens 5 bastardos a dizer "olá, como estás?" ao mesmo tempo. Não te assustes, aquilo tem um separador de descoberta que não aplica necessariamente os filtros que metes, pelo que ao abrir aquilo pode aparecer um cinquentão a sorrir. Assim que alterares aquilo para as tuas preferências pode ser um aliado na procura de matches, no entanto, as matches por lá custam beans, que ganhas ao fazer login ou podes comprar. Não é recomendado a pessoas impacientes, mas é bom para quem quer fugir do "swipe swipe swipe". 

 

Honestamente a minha favorita é o Bumble, primeiro por ser eu a começar a conversa, logo não permito que aquilo seja uma conversa de "olá, tudo bem? Sim e contigo? Também. *silêncio*". Segundo por ter mais para onde olhar para além do pacote. Foi o sitio onde encontrei pessoal mais bacano, e epah... Já me elogiaram bastantes vezes o meu gosto musical por lá, e isso aquece-me o ego. 

 

Se quiserem recomendar mais alguma aplicação ou falar da vossa experiência, sou toda ouvidos. 

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