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A minha vidinha

A minha vidinha

13
Dez19

Anúncios de natal

Maki

Não vou mentir, quando vi a primeira parte do anúncio da vodafone fiquei com a lagrimita no canto do olho, mas a segunda parte? A sério? A senhora faz com que os filhos se unam, eles vão para a casa de um ver a Peppa Pig (ou lá como se chame) e a senhora fica sozinha em casa? A única coisa que recebe e uma fotografia dos 2 juntos no terceiro anúncio? Ainda por cima o edifício da senhora tem elevador e ela consegue andar de um lado para o outro em casa, por isso se a convidassem e fossem buscar ela provavelmente não teria problemas em sair de casa!

Já o anuncio da McDonald's... Esse foi feito por alguém que nunca foi passar o Natal à terrinha dos avós. Porque o que eu vejo são crianças super felizes por conseguirem andar a na rua sem estarem agarradinhos aos pais, por poderem jogar a bola na praça com os amiguinhos da terrinha enquanto os pais bebem um cafezito... Se os vossos putos acham que não se faz nada na terrinha dos avós a culpa é vossa que lhes incutem essa ideia através de desabafos do género "ugh, temos mesmo que ir para a terrinha? Lá não se faz nada..." ou por não os deixarem sair de casa e ser crianças para lá de um tablet. 

O da Bertrand... Epah... A ideia está bonita... Mas sejamos honestos... A leitura pode ser um acto social... Maaaas geralmente é uma actividade tão solitária como estar no telemóvel... Ok, eu posso ler um livrito infantil ao meu sobrinho, mas não lhe vou ler o "Lolita" em voz alta... Não se esqueçam que os jornais e os livros eram o sinal de "por favor não falem comigo" antes dos smartphones...

02
Dez19

A associação é pequenina mas o impacto é enorme

Maki

Chama-se Associação Mais Proximidade, Melhor Vida - AMPMV (sigla que nunca consigo decorar e tive que verificar). 

Acompanham cerca de 200 idosos residentes na zona da Baixa e Mouraria: fazem visitas; solucionam problemas; acompanham ou arranjam alguém que acompanhe as pessoas (caso estas queiram) ao médico; fazem a ponte entre os idosos e outras instituições que os podem ajudar em diversos assuntos; fazem telefonemas para garantir que está tudo bem; sobem e descem imensas escadas devido à falta de elevadores; gerem equipas de voluntários e são menos de 10 pessoas.

No ano passado acompanhei uma delas durante uma manhã e cheguei à hora de almoço estafada. Elas não param, tem sempre algo para fazer, alguém que visitar. Fiquei fascinada com a força que elas têm.

Mas acima de tudo, o que mais aprecio e infelizmente não vi em muitas associações/instituições em que a minha avó esteve, é que elas respeitam e não tentam tentam mudar o comportamento das pessoas, apenas as aconselham. 

Sou lá voluntária há coisa de 2 ou 3 anos, e não podia ter escolhido um sítio melhor para o fazer. Primeiro: não me meteram uma cruz em cima por ser estudante de engenharia (que é algo mais frequente do que pode parecer), segundo: elas têm cuidado ao criar as duplas de voluntários e ao escolher as pessoas que nós temos a sorte de visitar de forma a tentar criar a melhor dinâmica possível. (Mas não digam isto à SIC senão ainda as tentam contractar para serem “especialistas” nos casados à primeira vista), terceiro: apesar de todo o trabalho que elas têm, fazem questão de nos acompanhar nas primeiras visitas e sabemos que se algum imprevisto acontecer elas vão logo atender o telemóvel.

Por isso, se tiverem uma horinha por semana em que tenham disponibilidade e queiram conhecer e passar tempo com uma pessoa com experiência de vida, aconselho-vos a dar uma olhadela na AMPMV.

Se não souberem o que dar no Natal, podem oferecer um livro com receitas e um pouco da história dos habitantes dos bairros típicos (que estão em risco de extinção pelo aumento dos alojamentos locais e ganância de alguns senhorios - coisas para as quais elas também tentam ajudar), um livro sobre a história de algumas pessoas disfarçados sobre a forma de contos (11,5 e 5 euros respectivamente).

Podem ser associados, fazer donativos, e afins (não sei muito sobre este departamento porque tenho pouco dinheiro pelo que só posso disponibilizar tempo)

Também podem passar nos próximos dias pela Fnac dos armazéns do Chiado, dar um oizinho aos voluntários (ou trabalhadores da fnac) que estiverem na parte dos embrulhos e meter um donativo na caixa transparente e relativamente grande que vai estar em cima da mesa. Também podem seguir a actividade de associação no Facebook e/ou no Instagram para estarem a par de algumas das actividades que vão ocorrendo. 

Ou mencionar esta óptima associação aos vossos amigos e familiares.

Ou simplesmente ignorar este post, apesar deste ser feito com muito carinho; e estar a chegar o “Giving Tuesday”; e ser Dezembro; e a associação ser óptima e ter poucos apoios... Vá... pelo menos falem da associação, nem que seja ao cão ou periquito

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