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A minha vidinha

A minha vidinha

14
Set19

Do que uma pessoa se lembra

Maki

Ontem fui jantar a casa de uma das pessoas mais honestas e directas que tenho na vida, as almôndegas estavam óptimas, o ambiente estava super bacano, rimo-nos como uns perdidos, entretanto apareceu uma amiga nossa, continuámos a ter uma noite do caraças que terminou em revolta porque um cozinheiro austríaco da não abriu a pavlova que fez no programa de culinária.

Quando cheguei a casa lembrei-me de quando conheci a jovem que chegou depois. Andava eu no quinto ano, numa turma onde éramos só 6 gajas, das quais 2 eram bullies e 2 não tinham opinião em relação a nada. Não se pode dizer que tenham sido bons anos aqui para a besta, que criou uma alcunha para uma cabra que tentou fazer bullying comigo, alcunha que ainda hoje a persegue (acho que já falei algures sobre a minha opinião em relação ao Karma...). 

Conhecemo-nos no desporto escolar, falávamos antes, depois e durante os treinos de natação. A natação era a única altura em que tinha pessoas decentes à minha volta, então eu ouvia mais do que falava com medo de fazer algum erro que afugentasse as pessoas. Eram também os anos dourados do DE na minha terra, nunca houve tanto gajo decente nesta terra como naquela altura, mas só me lembro de um. O gajo devia ser 3 ou 4 anos mais velho que eu, era super alto, e na altura achava-o super giro apesar de agora não me lembrar de nada para além de que era alto e tinha uns olhos castanhos adoráveis. Ele era super simpático, e como eu era extremamente calada quando estava sozinha às vezes tentava falar comigo. Eu entrava em pânico, era ridículo. No entanto de situações só me lembro especificamente de uma (o meu cérebro é um fofo que me faz o favor de aniquilar as memórias constrangedoras). Era de tarde, eu estava no cacifo e assustei-me para caralho quando ele apareceu do meu lado esquerdo, só me lembro de dar um pulo e olhar para o alto e ele estar lá a dizer qualquer coisa com uma t-shirt laranja. 

Nunca mais o vi.

O coitado foi provavelmente o meu primeiro crush e a razão de eu gostar de nadadores.

 

 

20
Ago19

Ui que eu ando criando inimigos

Maki

Se nas cronicas criminais dos programas da manhã mencionarem uma gaja que foi presa por dar um carolo num puto com o qual não tem qualquer tipo de filiação, sou eu a conseguir os 5 minutos de fama no programa da Cristina. 

Tudo porque a minha paciência para lidar com pessoas mal educadas surrafa o zero, pelo que ao ver um puto a entrar numa zona vedada fiquei com comichão e ao vê-lo a rasgar a vedação saiu-me instintivamente um berro do interior dos meus pulmões a informa-lo que aquilo não era para rasgar. Os amigos (crianças com noção que estavam fora da área vedada) fugiram, mas o puto alfa não. Deixou de rasgar aquela porcaria, mas permaneceu na zona vedada para demonstrar um quê de rebeldia, depois foi-se embora. 

Nesse momento apercebi-me que definitivamente não nasci para ter filhos. Se um puto que me rebentasse toda para vir ao mundo tivesse uma atitude dessas levava logo um estalo, e explicava-lhe detalhadamente porque é que atitudes dessas fazem dele uma pessoa irritante e o quão perigoso é ser irritante quando se tem uma mãe irritadiça.

Como fazer o trabalho pelo qual os 4 vigilantes da piscina são pagos quando não se tem autoridade para expulsar os putos do recinto é tramado, tive que lidar com a ira do meu inimigozito de palmo e meio, que, para demonstrar que aquele território era dele mijou-me para o chinelo. Aaaah, não. Mas passados uns minutos fez questão de passar entre mim e as minhas tralhas, fazendo uma razia à minha mochila e pontapeando o meu chinelo. Wow. Senti-me bastante intimidada, e tive um ataque de riso. O que foi tido como uma ofensa pelo meu inimigozito de palmo e meio pois os seus beta (que mantiveram uma distância de segurança porque felizmente ainda há putos com noção) também se riram da situação. 

Entretanto fui-me embora, mas será que a história fica por aqui? Ou será que devo ir 
a GNR pedir protecção não vá o puto pontapear-me os tornozelos?

Continua(?)

20
Jul15

Os mini-manipuladores

Maki

Odeio quando dizem que as crianças não fazem as coisas por mal e que utilizem isso como desculpa para tudo. Já fui criança e lembro-me perfeitamente de ter noção das coisas (em parte por a minha infância ter sido à relativamente pouco tempo).

Sejamos honestos, facilmente qualquer um repara nisso: uma criança ao pé dos pais geralmente tem um comportamento completamente diferente ao pé de outros familiares ou desconhecidos; uma criança sabe a quem pedir as coisas e como pedir, por exemplo, hoje estava numa sala com uma criança, a mãe dela e um familiar meu, depois da mocinha andar pelas redondezas e pouco antes de se ir embora pega numa ceninha com bonequinhos sorri, vira-se para o meu familiar e diz: "É tão giro", olha para a ceninha com grande sorriso e novamente para o meu familiar. Ora o meu familiar coração mole e acessível como é diz-lhe para ficar com aquilo e pergunta inclusive se não quer mais nada, em menos de 10 segundos e após fazer um daqueles "hmmmm" bem sonoros pega em outra coisa semelhante, feliz da vida preparado para sair da divisão com as suas novas aquisições, só que o inesperado ocorre e antes de seguir o seu caminho o meu familiar diz: "tens que lhe perguntar se podes levar" e aponta para mim, a pequena até ficou branca (em minha defesa tinha sono e estou doente o que faz com que o meu aspecto piore exponencialmente), olhei para aquilo enquanto sentia a pressão dos dois adultos presentes na sala e o pânico da pequena criança, como não era nada a que tivesse grande ligação disse que o podia levar a pequena sentiu-se tão aliviada, abraçou o meu familiar agradeceu, pegou no braço do adulto responsável por ela e foi-se embora, nem um obrigada me dirigiu, afinal, para que agradecer ao único obstáculo real que estava entre ela e as ceninhas?

Esperta...

01
Jun15

Feliz dia das crianças!

Maki

Desejo a todos os que ainda mantêm a sua criança interior viva um feliz dia, aproveitem as pequenas coisas que vos deixam felizes, por exemplo, hoje vi-me obrigada a passar o dia a estudar (eu sei, não parece porque ando aqui a pastar, mas a verdade é que já estudei bastante), e em vez de o fazer ao ritmo de musicas clássicas aleatórias hoje resolvi faze-lo a ouvir instrumentais da Disney, neste momento estou a ouvir uma do Rei Leão, vocês sabem aquela, do ''nesta noite o amor chegou lalala'' e pronto, aproveitei a pausa para meter mesmo a musica com letra, a seguir vou a ouvir a o Hakuna Matata e o que vier a seguir na lista do youtube.

Eu fico triste quando desejo um feliz dia das crianças a algumas pessoas que conheço e elas ficam super ofendidas porque já tem 18 anos ou 20 ou o caraças... Não matem a vossa criança interior... E não tenham vergonha de admitir que ela existe, é algo bom! Quer dizer que ainda conseguem ser felizes com as pequenas coisas da vida e se abstrair da porcaria que vos rodeia.

 

Bem seja felizes que eu vou, eu vou, estudar agora eu vou, eu vou eu vou.

 

Divirtam-se!

17
Mai15

(in)justiça popular

Maki

Existem coisas que sempre me fizeram confusão, por vezes chegam mesmo a fazer comichão... Actualmente uma delas é o caso de bullying na Figueira da Foz, eu não vi o filme todo, fiquei enojada após 1 ou 2 minutos, mas decidi ir ler os comentário, o que me enojou ainda mais... Iam de "é feia como o ****" a "quando é que a matamos?". Gotta bully the bully! Para além dos comentários pouco felizes dirigidos para a rapariga também criticavam umas ou outra pessoa aleatória que passava, sinceramente eu não os julgo, fomos formatados para pensar no nosso bem estar, não levantar ondas, fingir que não vemos o que passa à nossa frente... Vocês metiam-se no meio deles e defendiam o rapaz? É que eu detesto admitir mas já tive numa situação semelhante, talvez mais crítica até... E não fiz nada, fiquei só especada a morrer por dentro e chorei que nem uma Madalena quando cheguei a casa por ser cobarde. Por ter medo que as únicas raparigas da minha turma se virassem conta mim por as mandar parar. Que deixassem de atacar a minha auto-estima esporadicamente e também me começassem a rodear e atacar por vezes fisicamente. Tinha medo. Não me orgulho disso mas era frágil e tinha medo de enfrentar 5 pessoas quando 3 delas faziam quase duas de mim... No entanto hoje sei que me metia, nem que fossem 10, a repulsa que criei a esses actos hoje definitivamente metia-me. Meti-me mais do que uma vez para ajudar um rapaz que agora é meu amigo, e se visse isso acontecer na rua metia-me também. E vocês? Metiam-se? Enfrentavam desconhecidos para ajudar uma pessoa que não conheciam? Em vez de desejarem desejarem o sangue da gaja, olhem para os vossos amigos e familiares, tentem perceber se está tudo bem, olhem para vocês mesmos e reflitam sobre situações que assistiram, sobre quem são. As melhores armas contra o bullying são saberem quem são e falar abertamente sobre o assunto. Não tratem a vítima como um coitadinho, tratem-no como uma pessoa que vai superar aquilo, não tratem os bullies como monstros, tratem-nos como alguém que tem que se aperceber que fez algo errado e ainda vai a tempo de ser uma pessoa melhor. A adolescência é uma idade complicada em que formamos quem somos, sentir o ódio de milhares de pessoas não me parece que vá dar bom resultado...

24
Jan15

merda para a Violeta ou Violleta ou Violinda

Maki

Hoje após o meu tempo de recuperação pós exames desloquei o meu rabo para o Vasco da Gama com o intuito de estudar (sim, eu sou uma daquelas bastardas que ocupa uma mesa nos centros comerciais com papéis, compreendo que me odeiem) quando dou por mim rodeada de crianças. Criaturas de 70cm em tudo o que era sitio, maior parte delas com 1kg de brilhantes na cara, por momentos pensei que fosse um encontro de travestis anões (que se corresse tão bem como o dos chungas ia acabar com pénis fight). Quase que tenho pena dos pais que se viram arrastados para tal concerto e que vão ter que aturar as crias a cantar as músicas do concerto durante as próximas semanas, digo dias, mas a culpa é deles . Acima de tudo tenho pena das crianças. A única recordação que daqui a 10 anos terão de tal coisa são as fotografias, e muito provavelmente terão vergonha das mesmas, eu teria... Ok, provavelmente porque nunca andei toda cintilante... Um dia experimento, pode ser que me transforme numa pessoa melhor, mais... Reflexiva (ahaha piada nerd).

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