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A minha vidinha

A minha vidinha

07
Nov19

A equipa do Tinder com dor de cotovelo e eu com dor de ombro

Maki

Hoje o dia não me está a correr nada bem. Primeiro não consigo instalar o Tinder porque a aplicação considerou que o meu último perfil altruísta, denominado "a solução", onde a minha profissão era lifecoach, e na qual ajudava os jovens a sacar, ia contra os termos e condições deles. Mas um bastardo com a imagem de um peixe-gato, e bio "definitely not a catfish" andou por lá 5 meses consecutivos (eu sei porque instalo isto periodicamente e ele estava sempre lá, das melhores matches que tive). 

Portanto, não há mais Tinder para mim porque a equipa ficou de birra por ajudar os machos que possivelmente iriam gastar dinheiro naquela porra se não fossem os meus conselhos magníficos. 

E doi-me o ombro, porque a senhora que me fez uma entrevista de trabalho me ligou para o WhatsApp, e eu estava preparada para receber uma chamada por Skype, e como o meu quarto estava extremamente desarrumado não podia mexer o braço para não correr o risco de apanhar a pilha de livros que tinha na secretária ou a pilha de caixas com componentes sobre o qual jazia o meu computador com a câmara enquadrada de tal forma que apenas apanhava a parede do quarto, a minha cara e mostrava que estava com uma camisinha e um blazerzito. Portanto estive quase uma hora, com o braço estendido, o meu ombro direito está on fire, e a última vez que o meu ombro esteve assim foi quando treinei 15 dias non stop e abusava nos sprints, o que sempre é uma explicação mais bacana para andar com kinesio tape do que um "bem... Tinha o quarto desarrumado, por isso tive uma hora estática a segurar no telemóvel para que não se notasse". 

Yey.

06
Nov19

Irritações

Maki

Estou à menos de 10 minutos no autocarro e já tenho vontade de dar uma cabeçada a uns amiguinhos do futebol que estão a ver um vídeo em repetição que, ou é sobre um tipo que matou um urso e se vai casar. Ou que se vai casar porque matou um urso. Ou que vai casar com um urso. Ou é um urso e se vai casar. A única coisa garantida é que já não posso ouvir a palavra urso e casar. 

Oh perdão, agora andam a ver vídeos caseiros cheios de ruído, e um puto lá à frente está a ver desenhos animados com um volume estupidamente alto. 

Maldita a hora em que meteram WiFi nos autocarros e maldito o dia em que eu nasci com mau humor matinal.

02
Nov19

É assim tão complicado acreditar no Arnaldo?

Maki

Sinto-me ofendida. Quando me perguntaram se ainda estava solteira falei do Arnaldo, um tipo ligeiramente mais velho, estupidamente alto e nada gato.

Ok, ele não existe. Mas wow, podiam fingir que acreditavam que eu conseguia arranjar homem, nem que fosse apenas por uns breves minutos. 

Agora por uma questão de honra tenho mesmo que encontrar um Arnaldo, de preferência ligeiramente gato. 

08
Set19

É hoje que vou ser presa

Maki

Andam umas criaturas, que pela voz de cano rachado ou são putos de 16 anos ou homens feitos com problemas hormonais, a gritar rua abaixo, rua acima. 

Um deles chama-se Simão, e pelo tom em que gritam o nome dele ou está para morrer, ou está para casar, que o desespero é grande. Meus caros, se vocês querem comer o Simão desde os vossos 10 anos e nunca tiveram coragem de o admitir esse problema é vosso e apenas vosso, não me venham berrar para a rua! 

Estou a um niquinho de ligar para a guarda a dizer que tenho uma bazuca e 2 espingardas em casa preparadas para transformar a desordem em ordem caso não haja silêncio em 5 minutos. Sim, que aqui na terrinha se ligar para a esquadra apenas a indicar que estão a inibir o meu direito ao descanso, eles vão aparecer passado um ano e se for preciso juntam-se ao coro porque afinal também tinham uma crush secreta pelo Simão.

Puta que pariu... Isto só pode ser karma por tentar calar as minhas amigas quando elas estão podres de bebadas a berrar no meio da rua através do diálogo em vez de lhes pregar imediatamente uma cabeçada.

20
Ago19

Ui que eu ando criando inimigos

Maki

Se nas cronicas criminais dos programas da manhã mencionarem uma gaja que foi presa por dar um carolo num puto com o qual não tem qualquer tipo de filiação, sou eu a conseguir os 5 minutos de fama no programa da Cristina. 

Tudo porque a minha paciência para lidar com pessoas mal educadas surrafa o zero, pelo que ao ver um puto a entrar numa zona vedada fiquei com comichão e ao vê-lo a rasgar a vedação saiu-me instintivamente um berro do interior dos meus pulmões a informa-lo que aquilo não era para rasgar. Os amigos (crianças com noção que estavam fora da área vedada) fugiram, mas o puto alfa não. Deixou de rasgar aquela porcaria, mas permaneceu na zona vedada para demonstrar um quê de rebeldia, depois foi-se embora. 

Nesse momento apercebi-me que definitivamente não nasci para ter filhos. Se um puto que me rebentasse toda para vir ao mundo tivesse uma atitude dessas levava logo um estalo, e explicava-lhe detalhadamente porque é que atitudes dessas fazem dele uma pessoa irritante e o quão perigoso é ser irritante quando se tem uma mãe irritadiça.

Como fazer o trabalho pelo qual os 4 vigilantes da piscina são pagos quando não se tem autoridade para expulsar os putos do recinto é tramado, tive que lidar com a ira do meu inimigozito de palmo e meio, que, para demonstrar que aquele território era dele mijou-me para o chinelo. Aaaah, não. Mas passados uns minutos fez questão de passar entre mim e as minhas tralhas, fazendo uma razia à minha mochila e pontapeando o meu chinelo. Wow. Senti-me bastante intimidada, e tive um ataque de riso. O que foi tido como uma ofensa pelo meu inimigozito de palmo e meio pois os seus beta (que mantiveram uma distância de segurança porque felizmente ainda há putos com noção) também se riram da situação. 

Entretanto fui-me embora, mas será que a história fica por aqui? Ou será que devo ir 
a GNR pedir protecção não vá o puto pontapear-me os tornozelos?

Continua(?)

17
Jun19

Infelizmente a minha avó não era o Rúben de Carvalho

Maki

A minha avó também morreu como consequência de uma queda de uma cama num sitio onde estava internada. Mas a minha avó só era importante para pessoas sem influência. Então ninguém achou estranho. 

Ninguém achou estranho a enfermeira chefe do sítio onde ela acabou por cair, que também era enfermeira no sitio onde ela teve a sorte de estar antes daquele, e que a acompanhou em ambos os lados e se queixava que ela se mexia muito à noite não lhe tivesse proporcionado uma rede no novo sítio para que ela não caísse. 

Mas também ninguém acha estranho que uma elevada quantidade de utentes que chega ao hospital onde ela teve a infelicidade de morrer provenientes do sítio onde ela teve a infelicidade de cair tenham sarna. Ninguém acha estranho que essa situação se prolongue há mais de dois anos. Dá uma ligeira comichão mas ninguém acha estranho. 

Também ninguém achou estranho quando a minha avó caiu não fosse uma auxiliar a encontra-la à beira da cama mas sim uma utente com alzheimer que vagueia pelos corredores e a encontrou à porta do quarto, porque se viu obrigada a se arrastar até lá para procurar ajuda. 

Também ninguém acha estranho a quantidade de casos de desidratação e desnutrição que chegam aos hospitais provenientes de sítios financiados pela vontade que as pessoas têm de ganhar algum dinheiro fácil aos raspar um cartão ou tentar acertar em alguns números. 

Porque infelizmente nem todos somos Rubens de Carvalho, nem todos influeciamos pessoas influentes. Nem todos temos o direito de achar coisas estranhas. 

Porque infelizmente o país não está preparado para a quantidade de idosos que tem. O serviço nacional de saúde não tem tantas pessoas a trabalhar lá como devia. E, mesmo que eu ache alguma coisa estranha, a quem é me posso dirigir? Quem é que está disposto a me ouvir? 

Ninguém, porque infelizmente a minha avó não era Rúben de Carvalho. Felizmente a minha avó era só uma mulher espantosa que teve a infelicidade de estar presente na vida de pessoas pouco influentes. 

 

14
Jan19

Alojamento Local

Maki

Já recorri ao alojamento local por 2 vezes, a primeira em Espanha a segunda no Porto.

Em Espanha para além de partilharmos a casa com uma barata mutante, partilhávamos também o prédio com residentes, ao longo das escadas haviam avisos para não fazer barulho, para ter cuidado para não deixar malas nas escadas e assim. Enquanto mãezinha do grupo garanti que tudo isso acontecia (com excepção do momento em que a cucaracha decidiu aparecer, ai gritei, corri e chorei...), mas não foi fácil, quando uma pessoa está de férias tem tendência para cantar, rir, falar mais alto, apanhar bebedeiras ir fazendo o Haka até casa... E é complicado dominar 3 pessoas bêbedas...

Quando fomos ao Porto acabou por ser mais simples porque todo o prédio era para alojamento local, então no fundo toda a gente fazia muito barulho.

Mas este ano decidi que vou passar a evitar alojamentos locais ao máximo. Infelizmente não é por ser rica e finalmente ter dinheiro para hotéis finos, mas sim porque alojamento local é algo que está a matar tanto o espírito das cidades como os seus habitantes... Conheço o caso de uma senhora que vai ser posta na rua porque o seu senhorio pode ganhar em 4 dias o que ela paga por um mês de renda. A senhora, já de idade, vai perder a casa, a sua rotina. Ao longo dos últimos 2 anos foi-me contando como as lojas dos seus conhecidos iam fechando e eles tinham que mudar de sítio, ora para dar espaço a lojas de cores berrantes, ora para as que tem a vaca à porta.

Infelizmente o bairro vai agora perde-la a ela.

09
Jan18

Um dia começo a esmurrar pessoas

Maki

Se há coisa que mexe com o meu intimo são pessoas que só conseguem ter ideias contrárias ou mandar bocas quando estão no conforto do seu lar a kilometros de distância, onde podem simplesmente ignorar as minhas respostas e fingir que não viram, pelo simples facto de não estarem habituados a que pessoas lhes saibam responder no momento e sem floreados. 

Eu sou uma pessoa simples, se alguém me dá uma tacadinha com o intuito de ser cabrita eu respondo como uma mulher adulta, séria, que não diz palavrões e é politicamente correcta. Aaaah como as pessoas odeiam isso. Quase sinto a azia a crescer do outro lado do ecrã. Mas para além de simples também não tenho problema nenhum em confrontar as pessoas à procura de resposta para o tema em que me ignoraram na conversa de grupo. É super interessante ver quão rapidamente ficam sem argumentos e como tentam que o "faz de conta que não (ou)vi" também funcione cara a cara. 

Tenho saudades dos tempos em que trabalhava com pessoas com quem conseguia ter argumentações colossais num tom bacano.

23
Nov17

"Shhhhhhiiu"

Maki

Ultimamente tenho estudado em bibliotecas porque o ambiente de ajuda a focar. O problema é que as bibliotecas nem sempre parecem bibliotecas porque há pessoas que não entendem a diferença entre uma biblioteca e uma sala de estudo. 

Tanto ontem como hoje tive a sorte de ficar ao pé de grupos de pessoas que acham que sussurrar não faz barulho, que rir é algo super silencioso, e que falar com o amiguinho que está na mesa de trás não incomoda as restantes 6 pessoas que se encontram a uma distancia igual ou inferior à que os separa. Honestamente o meu problema não é bem o barulho, porque me desenrasco bastante bem quando estudo em cafés e assim, o que me irrita é as pessoas não respeitarem o sitio... Ir para uma biblioteca fazer barulho é o equivalente a berrar "Lucifer é o maior" numa igreja católica ou não tirar os sapatos ao entrar numa mesquita. É uma falta de respeito para a comunidade que lá se encontra.

Eu sinto-me mal ao ir para a biblioteca quando estou doente, tomo imensas pastilhas para evitar tossir e quando tenho que tirar a ranhoca com força vou à casa de banho, e mesmo com estas contingências pondero ir para casa mais cedo para não chatear as pessoas, por isso chateia-me estar numa ponta da sala a ouvir pessoas a "sussurrar" na outra. "Ah mas podes pedir para se calarem ou lançar um "shhhhhh!" para o ar". Podia, mas isso também faz barulho... Por isso o que faço geralmente assim que vejo um grupinho de 3-4 pessoas a chegar a alguma sala da biblioteca ponho o estudo em stand-by e tento perceber se vão fazer barulho ou não... Geralmente vai, e quando isso acontece procuro lugar noutra sala, o que é chato porque sou bastante desorganizada e tenho sempre pelo menos 3 pilhas de folhas + computador + água e se tiver doente +lenços + pastilhas + casaco. Por isso, por favor, não vão para bibliotecas com o mesmo espírito com que vão para uma sala de estudo. Até porque existem bastantes sitios bonitos e onde podem fazer barulho sem serem julgados... Não vão para a biblioteca, até porque há poucas e geralmente são pequeninas. 

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