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A minha vidinha

A minha vidinha

02
Nov19

É assim tão complicado acreditar no Arnaldo?

Maki

Sinto-me ofendida. Quando me perguntaram se ainda estava solteira falei do Arnaldo, um tipo ligeiramente mais velho, estupidamente alto e nada gato.

Ok, ele não existe. Mas wow, podiam fingir que acreditavam que eu conseguia arranjar homem, nem que fosse apenas por uns breves minutos. 

Agora por uma questão de honra tenho mesmo que encontrar um Arnaldo, de preferência ligeiramente gato. 

01
Nov19

Ow estivemos todos juntos

Maki

Acho que já mencionei aqui que ao longo do tempo o meu grupo de amigos foi-se fragmentando, uns chatearam-se outros simplesmente deixaram de se dar entre eles. Mas eu, como filha de pais divorciados, nunca tomei nenhum partido e continuei amiga de toda a gente, o que faz com que as minhas vindas à terrinha sejam uma loucura, em que tenho que arranjar tempo para a minha mãe, o meu pai, e os diferentes grupos de pessoas. 

Heis que hoje um milagre aconteceu e estive com 4, 4 pessoas que estão na minha vida à mais de 9 anos e que não estavam juntas à algum tempo. Foi tão bom. 

E achamos que foi suficiente? Não, agora vamos tentar juntar ainda mais pessoas, por isso ou depois de jantar as estrelas se alinham, ou há uma big fight entre duas das minhas grandes amigas. 

De qualquer forma vou levar pipocas e com o meu discurso de "nope, sou a Suíça.",  "É mais provável eu seguir o PNR do que tomar partido nesta discussão...", "PNR! PNR!".  #adulta

 

21
Out19

Olha que não.

Maki

Passaram algumas semanas desde que uma amiga minha me largou a bomba de que eu estou sozinha porque não gosto de mim, e que e por isso que não consigo acreditar que alguém possa gostar.

Na altura caguei naquilo, até porque ela queria fugir a um tema e eu não deixo que essas coisas aconteçam, mas hoje lembrei-me disso, e ponderei sobre o assunto.

É verdade, eu não gosto de mim, se me dessem a opção de escolher outra carinha e corpinho eu aceitava, assim como preferia alterar várias coisas da minha personalidade. No entanto sei viver com o que tenho e não acho que sejam problemas relacionados com a autoestima a causa de continuar solteira.

O problema é que tenho um sentido de autoprotecção demasiado elevado e respeito demasiado o meu espaço. Pelo que não me consigo imaginar ao lado de alguém que queira sempre carinho, andar de mão dada, alcunhas cutxi cutxi. Eu preciso de uma criatura com juízo, que saiba o que quer, que saiba estar sozinho, e que seja independente. Basicamente preciso de um homem que se pareça com um gato.

Não estou disposta a orientar a vida de alguém enquanto ele fica deitado no sofá a coça-los. Não estou disposta a dar de mim e a alterar a minha vida por alguém que não me dá confiança, e que sinto que à primeira atenção feminina que receba de outra pessoa me vai dar com os pés. E não vou estar numa relação tóxica em que eu esteja na lama para que a outra pessoa esteja minimamente feliz. Não tenho feitio para ficar à espera que um cabrão se lembre de mim quando está em baixo, ou que se atreva a me mandar abaixo para depois me ajudar a vir a cima para me transmitir a ideia de que agora lhe devo alguma coisa. O meu feitio não é o melhor, mas não vou andar a conter-me para não fazer dói-dói na criatura.

Por isso preciso de um tipo com armadura, que consiga aturar o meu feitio e que também me consiga espicaçar. Um tipo independente, com alguma inteligência emocional. Não de um macambúzio, nem de um tipo instável, ou de um psicopata. E infelizmente os últimos são o tipo de criatura tende a se interessar aqui na besta.

O problema não é eu não gostar de mim, o problema é que tenho demasiado amor próprio.

14
Set19

Do que uma pessoa se lembra

Maki

Ontem fui jantar a casa de uma das pessoas mais honestas e directas que tenho na vida, as almôndegas estavam óptimas, o ambiente estava super bacano, rimo-nos como uns perdidos, entretanto apareceu uma amiga nossa, continuámos a ter uma noite do caraças que terminou em revolta porque um cozinheiro austríaco da não abriu a pavlova que fez no programa de culinária.

Quando cheguei a casa lembrei-me de quando conheci a jovem que chegou depois. Andava eu no quinto ano, numa turma onde éramos só 6 gajas, das quais 2 eram bullies e 2 não tinham opinião em relação a nada. Não se pode dizer que tenham sido bons anos aqui para a besta, que criou uma alcunha para uma cabra que tentou fazer bullying comigo, alcunha que ainda hoje a persegue (acho que já falei algures sobre a minha opinião em relação ao Karma...). 

Conhecemo-nos no desporto escolar, falávamos antes, depois e durante os treinos de natação. A natação era a única altura em que tinha pessoas decentes à minha volta, então eu ouvia mais do que falava com medo de fazer algum erro que afugentasse as pessoas. Eram também os anos dourados do DE na minha terra, nunca houve tanto gajo decente nesta terra como naquela altura, mas só me lembro de um. O gajo devia ser 3 ou 4 anos mais velho que eu, era super alto, e na altura achava-o super giro apesar de agora não me lembrar de nada para além de que era alto e tinha uns olhos castanhos adoráveis. Ele era super simpático, e como eu era extremamente calada quando estava sozinha às vezes tentava falar comigo. Eu entrava em pânico, era ridículo. No entanto de situações só me lembro especificamente de uma (o meu cérebro é um fofo que me faz o favor de aniquilar as memórias constrangedoras). Era de tarde, eu estava no cacifo e assustei-me para caralho quando ele apareceu do meu lado esquerdo, só me lembro de dar um pulo e olhar para o alto e ele estar lá a dizer qualquer coisa com uma t-shirt laranja. 

Nunca mais o vi.

O coitado foi provavelmente o meu primeiro crush e a razão de eu gostar de nadadores.

 

 

02
Set19

Quando acampas ao lado de javardos

Maki

Como disse, esta semana fui acampar, não sonhava com o aborrecido que é acordar a meio da noite com o passo dos javardos. E quando digo javardos, falo literalmente de javardos, isto é, porcos selvagens, porque a vida dá muitas voltas e acabei por não ir para o Crato conhecer o badalhoco da minha vida.

E garanto-vos, que o ataquezito cardíaco associado acordar com passos ao lado da tenda, seguido de um roncozito não é bacano. Não é nada bacano, especialmente quando estás sozinha na tenda, sem qualquer tipo de arma de defesa, a não ser um candeeiro e uma geleira, e estás em modo casulo presa num saco cama. 

Como sou burra não sei se os bichos atacam a movimentos bruscos ou a barulhos, não arrisquei. Saí do saco cama da forma mais silenciosa possível, o que, tendo em conta a minha flexibilidade, foi extremamente complicado. E fiquei de cócoras à escuta, e preparatórios para me jogar para cima do bicho (o que por alguma razão me pareceu boa ideia...). Quando o som parou comecei a sussurrar para tentar acordar o casal da tenda ao lado, e nada. Comecei a chama-los baixinho porque eles tinham uma faca, e eles nada. Até que berrei e eles acordaram... Foram fazer um check ao perímetro, e eu invadi a tenda deles. Ficámos os 3 lá a dormir, até que ouvimos o som de um carro. O que, sendo aquilo propriedade privada, não devia acontecer. Desta vez ficámos os 3 acordados, em modo sobrevivência. Os sacanas dos homens ficaram com ar de mafiosos a fumar o seu cigarro no cimo do morro, pelo que, como estava escuro como o breu, só viamos a ponta do cigarro acessa. Saímos da forma mais silenciosa possível da tenda (que, dado a nossa flexibilidade e dores de costas foi um bocadinho triste...), e... Eram pescadores. 

Voltámos para o acampamento, como me sentia mais segura por haver mais 2 homens na zona, voltei para a minha tendinha e os meus amiguinhos para a deles. 

Mas pior do que o acordar com um porco ao lado, é nos apercebemos, debaixo de um céu estrelado, que somos a única criatura do grupo que não tem o seu futuro bem definido...

26
Ago19

Aí que vai ser uma semana de primeiras vezes

Maki

Vou trabalhar pela primeira vez, vou acampar num festival pela primeira vez, o mais engraçado é que vou sair do trabalho, meter as coisas no carro de uma amiga e abalar o mais rapidamente possível para o Crato para tentar montar a tenda ainda com luz, porque algo me diz que a zona de campismo ocasional não vai ter luz suficiente para montar tendas tradicionais sem experiência prévia. Aaaah... Tem tanto por onde correr mal...

 

12
Jul18

Epopeia na piscina

Maki

Se há coisa que eu sou é míope, se alguém está a mais de 50 cm de mim não consigo reconhecer as feições, o que é extremamente chato no Verão quando uma pessoa tem que ir à piscina ou à praia, sendo que na praia é 1000x pior, recuso-me a ir à água sozinha porque sei que nunca na minha vidinha com as minhas dioptrias seria capaz de encontrar o caminho de volta. 

Ora, ontem fui à piscina com um amigo, estava um frio do catano então fui sozinha à água. Decorei a árvore em que deixei as coisas e o outro e tudo correu lindamente, heis que tive que ir à casa-de-banho e ele queria ir à água, combinámos que eu iria fazer a mijinha, e depois ia ter com ele à água, frisei várias vezes que era naquelas escadinhas em especifico porque eu não vejo sem óculos. Repeti pelo menos 3 vezes. Fui mijar, quando voltei ele não estava lá... Olhei para a zona perto das escadinhas, traumatizei uns putinhos porque queria sondar se ele estava lá no meio ou não. Não estava, olhei para o outro lado da piscina, estava vazio. Fui à toalha: nada. Voltei para a piscina, tentando focar todas as pessoas que estão na borda, nada. Heis que ouço um grito, olho e lá estava o idiota, escondido entre pessoas e super longe do sitio onde combinámos, ainda levei com um "porque é que demoraste tanto?" Porque é que demorei tanto?! Oh... Ia-o comendo! Depois ainda me disse que os nadadores salvadores eram óptimos para limpar as vistas seguido de um "olha! mas olha!", eu bem que olhei mas só vi uma mancha amarela...

11
Mai18

A arte de falar com as pessoas como se nos tivéssemos visto ontem

Maki

Sempre tive jeito para falar com as pessoas como se não tivessem passado meses/anos desde a última vez que nos tivéssemos visto, mas não fazia ideia que a dominava... Mas domino, domino de tal forma que hoje encontrei uma rapariga com quem não falava desde o pré primário no autocarro e tivemos uma conversa relativamente longa como se nos déssemos no dia a dia. Estou super orgulhosa de mim mesma. 

31
Ago17

Os velórios

Maki

Em toda a minha vida fui a dois velórios, o da minha avó e o da avó de uma amiga. O da minha avó custou-me horrores, porque pronto... Era o da minha avó, mas nem quero pensar no quão lixado deve estar a ser para ela estar lá.

Quando fui ao da minha avó eu chorei, chorei imenso, hiperventilei foi uma alegria para os "papa funerais", mas também me ri, ri-me bastante, contei piadas e relembrei os meus avós, a minha família juntou se a contar histórias sobre eles. Agora que olho para trás vejo que foi saudável. Fez-me bem tanto chorar como rir.

No velório da avó da minha amiga não se ouvia uma palavra, todos estão a sofrer em silêncio e de forma equilibrada. Há momentos em que não temos que ser equilibrados. Há momentos em que temos o direito de chorar baba e ranho! E este é um deles... Tive pena de não poder estar lá muito tempo... De não me ter apercebido que ela não queria rir e ter mandado uma piada sobre os "papa funerais". Eu tenho que aprender a estar calada mas ela tem que aprender a explodir.

31
Jul17

Resumo da semana vida louca:

Maki

Domingo: Dia da viagem, cerca de 3 horas a ouvir 3 CDs com um mix de musicas que cada uma escolheu, como não somos propriamente fãs do mesmo estilo de musica metemos o volume baixinho e aproveitamos para falar do que não falávamos à meses. Jantámos pizza e fomos para a praia falar e fazer a já tradicional competição para ver quem avistava mais estrelas cadentes. Ganhei por uma.

Segunda: Praia, almoço, sesta, praia, jantar, Vida Louca. Foi uma noite calminha, um rapaz decidiu fazer uma competição de dança com uma delas, outro andava a fingir que se roçava no cu de outra mantendo cerca de 10cm do mesmo, dormimos no maldito carro, seguimos viagem para casa e assim que chegámos ao destino, atei o cabelo de uma delas e dei festinhas nas costas enquanto combatia o meu refluxo, a primeira coisa que a outra disse enquanto acendia o cigarro ao sair do carro foi: "És mesmo má a atar cabelos, assim que acabar o cigarro trato disso"

Terça: Acordamos quase à hora do lanche, almoçamos, fomos para a praia, jantámos e fomos sair para uma terrinha onde só havia estrangeiros comer um gelado e procurar um sitio com wi-fi, seguimos as setas que diziam "free wi-fi" e "beer 2euros", sentámos-nos numa explanada onde a wi-fi não funcionava e nos sentimos discriminadas quando nos apercebemos que todos os estrangeiros que chegaram depois de nós foram atendidos assim que meteram a bunda na cadeira e nós ficámos mais de 30 minutos a falar antes te termos tido a oportunidade de pedir uma cerveja e a pass que apesar de estar correcta não nos permitiu aceder à wi-fi.

Quarta: Saímos de casa com uma garrafa de vodka limão e 1.5L de mistura de vinho barato com coca-cola barata, tudo para a mesma pessoa. Enquanto esperávamos que ela acabasse de beber aquilo um grupo de 5 mocinhos de 17 anos meteu-se connosco, só um deles foi suficientemente inteligente para se aperceber que aquilo não ia a lado nenhum e tentámos subir a auto-estima a um rapaz holandês que tinha sido abandonado pelos amigos por estar podre de bêbado. Fomos para a praia fazer tempo até ao nascer do Sol enquanto um casal qualquer se comia a menos de 5 metros de nós. O Sol nasceu e fomos para casa vestir o bikini. 

Quinta: Vestimos o bikini e fomos para a praia às 8h, fomos das primeiras a chegar e tivemos espaço suficiente para fazer um campeonato de raquetes, parámos de jogar quando uma família meteu a sombrinha demasiado perto... Nenhuma família merece ouvir todos os palavrões que usamos quando jogamos. Dormimos. Fomos para casa almoçar. Dormimos a sesta. Praia. Jantámos e fomos sair para uma zona mais séria onde 5 bares davam bebida de borla... Nessa noite só uma é que bebeu... E tendo em conta que ela bebia as 4 bebidas que nos eram oferecidas e fez questão de tentar passar várias vezes à porta dos bares para que nos oferecessem "free shots" não ficou nada bonita. Foi a primeira vez que a vi bêbeda e espero que seja a ultima que ela fica chata como a porra. Fomos comer ao Mc'Donalds antes de ir para casa e depois fomos dormir. 

Sexta: A que se embebedou na noite anterior acordou às 8h e fez-nos torradas tal como tinha prometido na noite anterior. Acordei quando ela me chamou, comi as minhas torradas e deitei-me enquanto esperava que as outras se despachassem. Acordei novamente às 13h porque ela teve medo que acordar as outras. Fomos à praia. Depois da praia 2 delas apanharam o autocarro e foram-se embora. Jantámos e fomos comer um geladinho. 

Sábado: Fomos embora.

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