Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A minha vidinha

A minha vidinha

01
Fev20

Adivinhem quem tende a ser foco de ódio?

Maki

Estava a comentar com uma amiga que um supermercado da minha terra estava super fraco, e que qualquer dia fechava. Expliquei-lhe que deixei de ir lá porque uma vez ia comprar bolachas e o segurança me foi buscar ao meio do supermercado porque "não pode andar com mochila", e me disse que a tinha que deixar à entrada. Comentei com ela que simplesmente pensei "bitch say what?". Adivinhem quem estava exactamente atrás de nós? Um segurança que pela farda, parece trabalhar no supermercado supramencionado... 

Oh well... É verdade... São directivas estúpidas... E não vou voltar a meter o cu naquele supermercado, honestamente não entendo porque conho e que devo confiar os meus bens a 2 gajas que trabalham numa coisa que nem é bengaleiro, quando a direcção do supermercado não confia em mim... Não é nada contra a equipa de segurança, é contra os chefes do estabelecimento que acham que podem desprover os clientes dos seus bens, se é só se eles forem em mochilas, malas, malinhas, malas de tiracolo, tudo isso pode entrar. Mochilas: não. 

É fisicamente impossível eu meter a quantidade de bolachas na mochila que perfazem o valor do meu computador.

Mas o senhor na farda de segurança não achou muita piada ao que ouviu... Eu não notei, mas os meus amigos comentaram... Na caixa quando lhe passámos à frente porque a minha amiga está grávida -  muito grávida - dei por ele a olhar para nós de lado, pelo que olhei para ele de frente, pronta para esclarecer qualquer duvida que o senhor pudesse ter. Mas o senhor deixou de olhar para nós, então acabei por cagar no assunto. 

Mais um inimigo pouco poderoso para a colecção... 

06
Dez19

A primeira pessoa que odiei

Maki

Toda a gente gostava do homem, diziam que ele era um óptimo professor, e que eu tinha sorte de o ter. E eu acreditei nisso até que o voltei a ver neste verão. 

Desde o quarto ano que não o via, o que perfaz 14 anos. O homem sorriu-me e acenou, e nesse momento tive um clique e percebi que odiava o homem, ele foi a primeira pessoa que odiei e não tinha noção disso porque enquanto criança não sabia o que era a definição de ódio. Mas odiava-o. E ainda hoje o odeio. 

Foi meu professor do primeiro ao quarto ano. Era cristão, e demonstrava-o expondo uma cruz na qual jazia um homem magrissimo representando Jesus Cristo por cima do quadro. Era bastante gráfica e ainda hoje me lembro perfeitamente dela. Note-se que apesar da escola que frequentei ter sido edificada no tempo de Salazar, quando andei lá era uma escola pública e estávamos no início do milénio. 

Mas não é pela cruz e os pesadelos associados à mesma que o odiava sem saber. Haviam tantas coisas erradas... 

O homem segregava-nos, os mais "inteligentes" (inteligente não é bem a palavra... Que com 6 anos podemos ser o que quisermos com o estímulo necessário...) e/ou filhos de pessoas mais influentes ficavam no lado direito da sala. Os mais pobres, "burros", irrequietos e ciganos ficavam no lado esquerdo. Era o quadro e a cruz pendurada sobre ele que nos separava. 

Eu e a minha melhor amiga do tempo da pre-primaria ficámos em lados opostos. 

O homem escolhia 4 capitães de equipa no início do ano e obrigava-nos a formar equipas. Ao longo do ano se ganhassemos algum concurso de tabuadas ou assim ganhávamos um ponto. Se alguém da equipa se portasse mal perdiamos um ponto. Era muito bonito quando ganhávamos, mas quando perdíamos o ambiente ficava estranho. 

O senhor nunca bateu num único aluno. Isso é verdade. Obrigava os outros a fazerem esse trabalho por ele. Quando alguém se portava mal ele escolhia uma das pessoas que se sentavam no lado direito da sala para dar um "cachaçao" em quem interferia com a aula, geralmente o professor escolhia os moços porque eles tinham mais força. Uma vez fui eu, a bicha mais quieta da sala, a que evitava meter-se em confusões e só queria deixar de trocar os Ps com os Qs, os Ds com os Bs e com os Vs. Lembro-me perfeitamente de fazer o caminho entre a minha mesa e a do gajo mal comportado, com histórico de violência e que já fumava bem antes dos 9, do medo que sentia enquanto ele sorria ao me ver aproximar. De antes de dar o cachaçao olhar para o professor e o cabrao estar com um sorriso estúpido na cara. Foi nesse momento que comecei a odiar o homem. 

Entretanto esse ódio, que eu não sabia ser ódio veio a crescer. 

Não dei um cachaçao com força, primeiro porque não a tinha, segundo, porque não sentia que merecia a pena levar uma sova do tipo quando chegasse lá fora. E voltei para o meu lugar. 

No dia seguinte o tipo a quem dei uma "festinha" no cachaço, começou a gozar comigo. A dizer que o professor lhe tinha dito que eu gostava dele e que tinha sido por isso que não tinha dado com força. Posteriormente o professor também fez um comentário em relação a isso numa aula. Odiava-o. Odiava-o com toda a minha pequena alminha e não sabia. 

Entretanto, como há almas gémeas,  também passei a odiar a sua mulher. Que apareceu toda sorridente no funeral da minha avó com uma coroa de flores por finalmente ter mais uma cama livre no lar. Uns atormentam e segregam os mais novos, outros desidratam e segregam os mais idosos. 

Não há ódio como o primeiro. 

01
Nov19

Ow estivemos todos juntos

Maki

Acho que já mencionei aqui que ao longo do tempo o meu grupo de amigos foi-se fragmentando, uns chatearam-se outros simplesmente deixaram de se dar entre eles. Mas eu, como filha de pais divorciados, nunca tomei nenhum partido e continuei amiga de toda a gente, o que faz com que as minhas vindas à terrinha sejam uma loucura, em que tenho que arranjar tempo para a minha mãe, o meu pai, e os diferentes grupos de pessoas. 

Heis que hoje um milagre aconteceu e estive com 4, 4 pessoas que estão na minha vida à mais de 9 anos e que não estavam juntas à algum tempo. Foi tão bom. 

E achamos que foi suficiente? Não, agora vamos tentar juntar ainda mais pessoas, por isso ou depois de jantar as estrelas se alinham, ou há uma big fight entre duas das minhas grandes amigas. 

De qualquer forma vou levar pipocas e com o meu discurso de "nope, sou a Suíça.",  "É mais provável eu seguir o PNR do que tomar partido nesta discussão...", "PNR! PNR!".  #adulta

 

14
Set19

Do que uma pessoa se lembra

Maki

Ontem fui jantar a casa de uma das pessoas mais honestas e directas que tenho na vida, as almôndegas estavam óptimas, o ambiente estava super bacano, rimo-nos como uns perdidos, entretanto apareceu uma amiga nossa, continuámos a ter uma noite do caraças que terminou em revolta porque um cozinheiro austríaco da não abriu a pavlova que fez no programa de culinária.

Quando cheguei a casa lembrei-me de quando conheci a jovem que chegou depois. Andava eu no quinto ano, numa turma onde éramos só 6 gajas, das quais 2 eram bullies e 2 não tinham opinião em relação a nada. Não se pode dizer que tenham sido bons anos aqui para a besta, que criou uma alcunha para uma cabra que tentou fazer bullying comigo, alcunha que ainda hoje a persegue (acho que já falei algures sobre a minha opinião em relação ao Karma...). 

Conhecemo-nos no desporto escolar, falávamos antes, depois e durante os treinos de natação. A natação era a única altura em que tinha pessoas decentes à minha volta, então eu ouvia mais do que falava com medo de fazer algum erro que afugentasse as pessoas. Eram também os anos dourados do DE na minha terra, nunca houve tanto gajo decente nesta terra como naquela altura, mas só me lembro de um. O gajo devia ser 3 ou 4 anos mais velho que eu, era super alto, e na altura achava-o super giro apesar de agora não me lembrar de nada para além de que era alto e tinha uns olhos castanhos adoráveis. Ele era super simpático, e como eu era extremamente calada quando estava sozinha às vezes tentava falar comigo. Eu entrava em pânico, era ridículo. No entanto de situações só me lembro especificamente de uma (o meu cérebro é um fofo que me faz o favor de aniquilar as memórias constrangedoras). Era de tarde, eu estava no cacifo e assustei-me para caralho quando ele apareceu do meu lado esquerdo, só me lembro de dar um pulo e olhar para o alto e ele estar lá a dizer qualquer coisa com uma t-shirt laranja. 

Nunca mais o vi.

O coitado foi provavelmente o meu primeiro crush e a razão de eu gostar de nadadores.

 

 

10
Set19

A rua esta morta

Maki

Cresci numa rua cheia de comercio, da qual, em tempos, a minha família também fez parte. Ao longo dos tempos alguns comércios foram fechando e a rua foi ficando mais calma... Esta semana os meus vizinhos do café foram de ferias, e é assustador... Desde segunda que não consigo dormir a folga, aparentemente o burburinho lá de baixo, do qual por vezes me queixava, era a minha canção em embalar... Só espero que os meus vizinhos nunca fechem definitivamente o estaminé que eu não consigo vir ao Alentejo e não dormir a folga.

26
Ago19

Aí que vai ser uma semana de primeiras vezes

Maki

Vou trabalhar pela primeira vez, vou acampar num festival pela primeira vez, o mais engraçado é que vou sair do trabalho, meter as coisas no carro de uma amiga e abalar o mais rapidamente possível para o Crato para tentar montar a tenda ainda com luz, porque algo me diz que a zona de campismo ocasional não vai ter luz suficiente para montar tendas tradicionais sem experiência prévia. Aaaah... Tem tanto por onde correr mal...

 

12
Jul18

Epopeia na piscina

Maki

Se há coisa que eu sou é míope, se alguém está a mais de 50 cm de mim não consigo reconhecer as feições, o que é extremamente chato no Verão quando uma pessoa tem que ir à piscina ou à praia, sendo que na praia é 1000x pior, recuso-me a ir à água sozinha porque sei que nunca na minha vidinha com as minhas dioptrias seria capaz de encontrar o caminho de volta. 

Ora, ontem fui à piscina com um amigo, estava um frio do catano então fui sozinha à água. Decorei a árvore em que deixei as coisas e o outro e tudo correu lindamente, heis que tive que ir à casa-de-banho e ele queria ir à água, combinámos que eu iria fazer a mijinha, e depois ia ter com ele à água, frisei várias vezes que era naquelas escadinhas em especifico porque eu não vejo sem óculos. Repeti pelo menos 3 vezes. Fui mijar, quando voltei ele não estava lá... Olhei para a zona perto das escadinhas, traumatizei uns putinhos porque queria sondar se ele estava lá no meio ou não. Não estava, olhei para o outro lado da piscina, estava vazio. Fui à toalha: nada. Voltei para a piscina, tentando focar todas as pessoas que estão na borda, nada. Heis que ouço um grito, olho e lá estava o idiota, escondido entre pessoas e super longe do sitio onde combinámos, ainda levei com um "porque é que demoraste tanto?" Porque é que demorei tanto?! Oh... Ia-o comendo! Depois ainda me disse que os nadadores salvadores eram óptimos para limpar as vistas seguido de um "olha! mas olha!", eu bem que olhei mas só vi uma mancha amarela...

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D