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A minha vidinha

A minha vidinha

04
Dez17

A desilusão

Maki

Eu estava feliz, radiante até porque achava que ia passar a passagem de ano a ouvir Os Azeitonas e Blind Zero que são duas bandas óptimas. Ontem fiquei triste. Muito triste, porque eles foram no ano passado... Afinal vou ouvir Aurea e Amor Electro, que também são bons, maaaaaaas não são Os Azeitonas nem Blind Zero... Já não posso berrar o Cinegirasol, o Ray-dee-oh ou o às orelhas delas... Terei que me ficar pelo Scratch my Back e ser inundada pela nostalgia de já não ser muito próxima da gaja que perdeu 3 dias à 7 anos atrás a decorar todas as musicas da Aurea antes de um concerto no qual ficámos sentadas no chão à frente da primeira fila de cadeiras porque ela se recusava a ficar de pé atrás de 10 filas de cadeiras. Nunca vi ninguém a curtir um concerto tão intensamente sentada como naquele dia e fomos fortemente julgadas... Mas hey... Acabámos por dar um oizinho à moça e ela ficou super feliz com o entusiasmo que demonstrámos ao longo do concerto.

No dia seguinte a minha mãe sugeriu que eu devia arranjar amigos normais.

Damn... Este concerto vai ser tão chato comparado com o outro...

16
Ago17

Problemas de ser toda boa

Maki

Hoje fui dar uma volta com uma amiga, como somos de uma terrinha ir a um café implica desfilar pela esplanada do mesmo e ser o tema de conversa de quem lá está até que apareçam novos clientes, ora, como nós estávamos extremamente sensualonas decidimos que era melhor ir a uma maquina buscar as gomas para evitar que nos invejassem. 

Ao virarmos a esquina que antecede a bendita maquina vimos que havia uma fila para chegar à mesma constituída por pitas.  Não sei se foi a minha blusa russa, o fato-de-treino da minha amiga, o facto das minhas calças não serem justas ao ponto de me impedirem dar passos longos, o meu bigodinho, estarmos a histórias estúpidas ou possuirmos a barriguinha tapada, mas a verdade é que elas estavam hipnotizadas com a nossa presença... Nunca me senti tão observada na vida. Elas estavam a falar umas com as outras para decidir o que comprar mas estavam a olhar para nós. Elas estavam a apanhar o produto da maquina mas olhavam para nós. Elas estavam a abalar, mas continuavam a olhar para nós. Fiquei desiludida por nenhuma ter virado a cabeça 180º...

Acho que é seguro dizer que somos as novas role models das moças.

10
Jul17

Como se sabe que talvez aquele seja "o tal"?

Maki

Quando era novinha achava que o homem da minha vida ia ser transferido de uma escola qualquer para a minha a meio do ano e que assim o que o visse ia sentir "o clique"... Nunca aconteceu... 

Entretanto fui crescendo e no 7º ano a minha ideia de romance mudou... Era óbvio que o amor da minha vida não ia ser transferido... Ele era capaz de ser de uma terrinha ali da zona e entrar na minha vida no 10º ano, quando fossemos todos para a mesma escola secundária. fazia mais sentido! E verdade seja dita cheguei a achar que isso estava a acontecer, quando um dia após almoçar com uma amiga e um dos amigos dela, que era super jeitoso, o mesmo me pegou no pulso para me levar de arrasto a uma loja de roupa toda pipi porque queria ir comprar uma porcaria qualquer o que no momento me pareceu muito romântico (haverá algo mais bonito do que te tirarem do sol num dia de outono para te meterem numa loja com a qual não te identificas minimamente?). Passado pouco tempo apercebi-me que o rapaz era meio vazio (quem diria...) e a minha ideia de que iria encontrar o amor da minha vida no secundário começou a ir cano abaixo...

Cheguei ao fim do 10º ano e a única coisa das terrinhas circundantes que entrou na  minha vida foi um gajo chato como a porra que passava grande parte do seu tempo a me tentar tirar do sério... Yeeey... 

No 11º apercebi-me que me importava demasiado com um amigo e comecei a ficar chateada por ele me estar constantemente a pedir conselhos sobre como se aproximar das minhas amigas quando eu estava ali, solteira e disponível mesmo ao lado dele... Ainda por cima ele o burro tinha grande panca por uma gaja que o ia destroçar... Decidi tomar medidas extremas para defender o seu pequeno coração e direccionei a sua atenção para uma rapariga que era 5*, que lhe ai dar a atenção que ele precisava. Foi a primeira vez que fiz de wingman e foi a vez que mais me magoou.

Quando cheguei ao 12º comecei a ficar irritada, não com o facto de não encontrar o homem da minha vida mas sim com o facto de começar a sentir algo pelo bastardo que me chateava desde o 10º ano que passava o intervalo antes da aula de Educação Física a tentar fazer twerk à minha frente e com quem tinha discussões bastante acessas nos autocarros quando fazíamos visitas de estudo... A namorada dele odiava-me... 

Entretanto o secundário acabou e o bastardo a quem arranjei gaja no 11º passou o verão a dizer que eu ia fazer imenso sucesso na universidade, que os gajos não me iam largar e bla bla bla... Comecei a ter novamente esperanças... Aliás, nesse verão um amigo dele (que conheceu na universidade, ele é um ano mais velho que eu) foi passar uns dias à terrinha e criou uma espécie de fascínio pelas minhas mamas, por mim o que indicava que talvez fizesse sucesso na universidade...

Em Setembro entrei na faculdade, num dia algures na primeira semana choveu como a porra e cheguei a uma aula parecendo um pinto, sentei-me ao pé de um moço aleatório, o desgraçado teve pena de mim e ofereceu-me o casaco. OMG QUE ROMÂNTICO AKSDJFAKL not really... Já na primeira semana de aulas tinha uma impressão horrível das pessoas daquela faculdade e decidi que ia estar sempre um pé atrás por isso fiz-me de forte e disse que não era preciso. Pouco depois arrependi-me e pedi o casaco ao moço... O ano foi passando, tive um stalker e fiz para ai 10 conhecidos na faculdade. 

No segundo ano, após já ser definitivamente vista como um dos rapazes apercebi-me que morrer rodeada por 30 gatos não era assim tão mau, e heis que um amigo, o mesmo que me ofereceu o casaco no primeiro dia e passou os primeiros 3 semestres do meu percurso académico a objectivar gajas ao meu lado decidiu que valia a pena tentar lançar a rede porque era óbvio que eu estava interessada. Eu não estava minimamente interessada... No inicio até achei que fosse uma piada... Passei o resto do 2º ano a evita-lo e o inicio do 3º também. (Sou muito adulta, eu sei).

Agora, prestes a terminar o 3º ano e após ter tido outro stalker que ainda hoje receio que me venha a tirar a vida, apercebi-me que não há "o tal"... Há muitos por ai... E honestamente não sei se tenho vontade de arranjar algum... Se um dia encontrar uma criatura com quem consiga ter uma discussão morosa sobre algo estúpido e que seja fã dos Corações de Atum talvez mude de ideias.

01
Abr17

Trabalhos de grupo...

Maki

Nos dias que correm a vida dos estudantes tem tudo para ser eficiente, existem ferramentas que nos permitem mexer no mesmo ficheiro em simultâneo com as funções necessárias para fazer um trabalho decente. Mas adivinhem quem é que anda a enviar e receber versões e versões de documentos word? Yup... E adivinhem que é que anda a mexer nas versões menos actuais do documento? Não, não sou eu... É o único rapaz do meu grupo que se recusa a usar o Google Docs. Adivinhem que é que me acusou de não mandar dados que foram pedidos DA FORMA FOFA, QUERIDA, AGRADAVEL, SIMPÁTICA QUE O CAPS LOCK TRANSMITE 3 HORAS ANTES DA ENTREGA FINAL QUANDO EU OS TINHA ENVIADO NO DIA ANTERIOR? Pois... Também foi ele. 

01
Ago15

Quando vivo a vida louca

Maki

Para mim as discotecas são uma espécie de inferno na Terra: a música; as pessoas; o fumo; as investidas; a casa de banho... Tudo aquilo me assusta. Ontem fui a uma, aliás a várias, como se não bastasse estar no inferno as minhas amigas resolveram juntar-se contra mim e tentar a todo o custo arranjar-me um rapazito. Foi horrível, sempre que aparecia um gajo qualquer ao meu lado elas começavam aos encontrões com grande sorriso e eu permanecia com a maior poker face do mundo a conter-me para não as mandar para nenhum sitio. Enquanto pessoa quieta era tipo o engate em hard mode lá do sítio. Portanto quando o rei fazia anos lá aparecia algum que tinha feito uma aposta ou algo do género a tentar falar comigo (tentar porque eu não percebia um cu do que me diziam) e acabava por desaparecer no meio da multidão. Só um bacano é que foi simpático sem qualquer tipo de segundas intenções, provavelmente por eu ter achado que a dança dele era uma simulação de boxe e lhe ter feito um directo com uma distância de segurança decente. Acabei por descobrir várias coisas que não são propriamente interessantes, como por exemplo que dançar com as mãos em posição defensiva afinal é mesmo uma espécie de moda, que os rapazes são mais românticos que as raparigas em relação ao pós-comilanço a e que continuo óptima a traumatizar rapazes, afinal traumatizei dois. Sim, dois, não foi apenas o desgraçado que viu um punho a ficar parado a cerca de 20cm da sua cara, também traumatizei um tipo que estava a esfregar-se a uma delas, quando vi o ar de pânico da rapariga meti a minha cara de psicopata e fiquei a olhar para ele. Quando ele se apercebeu afastou-se dela, aproximou-se de mim e perguntou "no?" não sei o que era não, mas mantendo a minha expressão disse "no." ele pediu desculpa e afastou-se. Nunca elas ficaram tão felizes por eu estar com essa cara no meio da discoteca. Acabei a noite a segurar o cabelo de uma amiga enquanto ela vomitava e a concluir que sou bastante paciente, mas foi engraçado, vou manter a maior distância possível de uma discoteca (e das ruas adjacentes, que é complicado ser fêmea e andar naquelas ruas, não tão complicado como ser rapariga e estar parada numa daquela ruas mas continua a ser complicado) durante pelo menos dois meses.

12
Jul15

Pais divorciados

Maki

Há pais divorciados que são civilizados, apesar de já não se amarem continuam a falar um com o outro, a seguir o desenvolvimento dos filhos e a sua vidinha. Depois existem os pais que não o são. Os meus fazem parte do segundo grupo, estão divorciados há coisa se 7 anos mas deixaram de viver na mesma casa há 3, a história por trás disso é meio complicada, mas crescer com eles na mesma casa foi estúpido. As discussões eram ainda mais constantes do que quando estavam juntos (ou pelo menos tenho essa impressão).

Lembro-me que que ao inicio fiquei feliz por nenhum deles sair de repente da minha vida, de chorar desalmadamente no carro quando me disseram que se tinham divorciado naquele dia. Sim, porque só avisaram a criança que existia divórcio quando este já estava assinado e garanto-vos, é a pior coisa que se pode fazer, eu tinha o direito de saber. Quando fui para o décimo ano começou a ser insuportável viver com ambos, a minha mãe começou a andar com um homenzinho e a chegar tarde, o meu pai no fundo ainda gostava dela pelo que se sentia extremamente magoado e fazia coisas estúpidas como trancar a porta e desligar a campainha quando ela demorava demasiado tempo. Foi das alturas mais negras para mim, o meu quarto estava virado para a rua então a minha mãe jogava-me pedras contra a janela para me acordar e entrar em casa e lá ia eu com os meus quinze anos descer as escadas enquanto ouvia o meu pai a chorar (ou a roncar nunca percebi muito bem, mas com base nos roncos habituais do meu pai, aquilo era som de choro) abrir a porta à minha mãe. Uma vez quando cheguei lá abaixo estava um carro da polícia estacionado com o pai de um amigo meu ao volante, nunca percebi se eles estavam de passagem e acharam estranho uma mulher estar a atirar pedras a uma janela às quatro da manhã ou se a minha mãe os chamou, mas lembro-me que tive teste de biologia e geologia no dia seguinte.

Por favor, quando se divorciarem pensem nos vossos filhos, eles não pediram para nascer.

12
Jun15

Merda para as hormonas

Maki

Devia ter nascido com uma pilinha. Devia mesmo ter nascido com uma pilinha porque das mudanças de humor devido a hormonas não é para mim e olhem que tenho alguma sorte que isto só me vem de mês e meio em mês e meio ou lá o que é, mas quando vem é horrível, sinto-me sozinha, ponho-me a ver romances estúpidos (ok, tonari no kaibutsu-kun e meio fofo maaaas eu tenho exames...), e sinto-me principalmente excluída... Ontem por exemplo ofereci-me para sair de casa e ir dar um olá a umas amigas que estavam a estudar perto de mim, quando elas me disseram "se para dizeres olá não vale a pena", são umas queridas. Compreendo que não seja a melhor companhia mas pelo menos podiam fingir... Ok, prefiro que sejam honestas, cá para mim estavam de olho num gajo qualquer lá na sala e não tinham medo que eu chegasse lá e o afugentasse (not kidding, provavelmente foi isso). Outra coisa que é desconfortável e sangrar, é uma coisa chata, especialmente se tiveres que tossir ou espirrar... Além disso, pensos no verão são super confortáveis... Ui e quando ficas tonta porque estiveste durante 3horas sentada a estudar e entraste em fraqueza? Óptimo. E tão injusto... Se os gajos não procriam a única coisa que tem que fazer é bater uma para mandar o material cá para fora, se nós não procriamos estamos 1semana a sangrar, sendo que essa semana e a anterior são vividas com as emoções à flor da pele. Mundo injusto e cruel.

06
Jun15

Ah, a lamechice

Maki

Hoje dei por mim a pensar em cenários hipotéticos com um rapaz que nunca mais vou ver na vida, cenas de reencontros e porcarias assim...

Haverá algo mais lamechas que o cérebro de uma gaja antes do período? se há coisa que me irrita é deixar de me conseguir focar decentemente quando estou para ter o período, é horrível, dou por mim a pensar em coisas estúpidas do tipo ''não quero acabar sozinha'' e merdinhas assim... e para variar isto acontece quando? ta-dah! Antes das frequências mais importantes! :D

Até o meu sistema hormonal me odeia.......

17
Mai15

(in)justiça popular

Maki

Existem coisas que sempre me fizeram confusão, por vezes chegam mesmo a fazer comichão... Actualmente uma delas é o caso de bullying na Figueira da Foz, eu não vi o filme todo, fiquei enojada após 1 ou 2 minutos, mas decidi ir ler os comentário, o que me enojou ainda mais... Iam de "é feia como o ****" a "quando é que a matamos?". Gotta bully the bully! Para além dos comentários pouco felizes dirigidos para a rapariga também criticavam umas ou outra pessoa aleatória que passava, sinceramente eu não os julgo, fomos formatados para pensar no nosso bem estar, não levantar ondas, fingir que não vemos o que passa à nossa frente... Vocês metiam-se no meio deles e defendiam o rapaz? É que eu detesto admitir mas já tive numa situação semelhante, talvez mais crítica até... E não fiz nada, fiquei só especada a morrer por dentro e chorei que nem uma Madalena quando cheguei a casa por ser cobarde. Por ter medo que as únicas raparigas da minha turma se virassem conta mim por as mandar parar. Que deixassem de atacar a minha auto-estima esporadicamente e também me começassem a rodear e atacar por vezes fisicamente. Tinha medo. Não me orgulho disso mas era frágil e tinha medo de enfrentar 5 pessoas quando 3 delas faziam quase duas de mim... No entanto hoje sei que me metia, nem que fossem 10, a repulsa que criei a esses actos hoje definitivamente metia-me. Meti-me mais do que uma vez para ajudar um rapaz que agora é meu amigo, e se visse isso acontecer na rua metia-me também. E vocês? Metiam-se? Enfrentavam desconhecidos para ajudar uma pessoa que não conheciam? Em vez de desejarem desejarem o sangue da gaja, olhem para os vossos amigos e familiares, tentem perceber se está tudo bem, olhem para vocês mesmos e reflitam sobre situações que assistiram, sobre quem são. As melhores armas contra o bullying são saberem quem são e falar abertamente sobre o assunto. Não tratem a vítima como um coitadinho, tratem-no como uma pessoa que vai superar aquilo, não tratem os bullies como monstros, tratem-nos como alguém que tem que se aperceber que fez algo errado e ainda vai a tempo de ser uma pessoa melhor. A adolescência é uma idade complicada em que formamos quem somos, sentir o ódio de milhares de pessoas não me parece que vá dar bom resultado...

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