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A minha vidinha

A minha vidinha

21
Out19

Olha que não.

Maki

Passaram algumas semanas desde que uma amiga minha me largou a bomba de que eu estou sozinha porque não gosto de mim, e que e por isso que não consigo acreditar que alguém possa gostar.

Na altura caguei naquilo, até porque ela queria fugir a um tema e eu não deixo que essas coisas aconteçam, mas hoje lembrei-me disso, e ponderei sobre o assunto.

É verdade, eu não gosto de mim, se me dessem a opção de escolher outra carinha e corpinho eu aceitava, assim como preferia alterar várias coisas da minha personalidade. No entanto sei viver com o que tenho e não acho que sejam problemas relacionados com a autoestima a causa de continuar solteira.

O problema é que tenho um sentido de autoprotecção demasiado elevado e respeito demasiado o meu espaço. Pelo que não me consigo imaginar ao lado de alguém que queira sempre carinho, andar de mão dada, alcunhas cutxi cutxi. Eu preciso de uma criatura com juízo, que saiba o que quer, que saiba estar sozinho, e que seja independente. Basicamente preciso de um homem que se pareça com um gato.

Não estou disposta a orientar a vida de alguém enquanto ele fica deitado no sofá a coça-los. Não estou disposta a dar de mim e a alterar a minha vida por alguém que não me dá confiança, e que sinto que à primeira atenção feminina que receba de outra pessoa me vai dar com os pés. E não vou estar numa relação tóxica em que eu esteja na lama para que a outra pessoa esteja minimamente feliz. Não tenho feitio para ficar à espera que um cabrão se lembre de mim quando está em baixo, ou que se atreva a me mandar abaixo para depois me ajudar a vir a cima para me transmitir a ideia de que agora lhe devo alguma coisa. O meu feitio não é o melhor, mas não vou andar a conter-me para não fazer dói-dói na criatura.

Por isso preciso de um tipo com armadura, que consiga aturar o meu feitio e que também me consiga espicaçar. Um tipo independente, com alguma inteligência emocional. Não de um macambúzio, nem de um tipo instável, ou de um psicopata. E infelizmente os últimos são o tipo de criatura tende a se interessar aqui na besta.

O problema não é eu não gostar de mim, o problema é que tenho demasiado amor próprio.

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