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A minha vidinha

A minha vidinha

01
Set16

Fiquei na duvida se o senhor procurava clientes ou quem lhe desse uma sova

Maki

Eram quase oito da noite quando ouvi a campainha, como estava esfomeada fiz um pequeno sprintzito na esperança que fosse o meu pai com o jantar. Mas naaaaaaaaao... Em vez do meu pai estava lá um senhor com um monte de papeis na mão, para meu espanto o senhor não estava lá para falar de Deus, mas sim para falar do que ele considera ser o melhor pacote do mercado (e não, não era o seu rabinho).

Após explicar que não sou responsável por nada disso cá em casa disse o tradicional "se voltar mais tarde pode ser que esteja cá o meu pai", e não é que voltou? Não uma, não duas, mas três vezes no espaço de 45 minutos... sempre que ouvia o raio da campainha começava a salivar como se fosse o cão de Pavlov e corria para a porta, e sempre que a abria em vez do jantar encontrava o senhor... como devem compreender comecei a ficar ligeiramente frustrada. Heis que às nove ouço a porta da rua abrir... Finalmente chegava o meu jantar! O meu jantar e o raio do senhor...  Não é que o meu pai estava disposto a ouvi-lo? Às nove da noite... Apesar de ter a filha a morrer de fome o meu pai começou a dar conversa ao senhor em relação ao serviço (incrível como todos os termos relacionados com isto ou fazem com que pareça que estou a falar de drogas ou prostituição...). Sabem o que é ouvir um senhor a divagar enquanto se está esganada de fome? Eu sei... E quando digo divagar quero mesmo dizer divagar! O senhor começou a falar no produto e lá para o meio falou da tia. Da tia... Eu cheia de fome e o senhor a falar da sua tia... O meu pai também não é nenhum santo que também mencionou o meu curso, então quando o senhor resolveu voltar a falar do produto em si ouvi um "como a dona Maki deve saber". O que me irritou, não apenas por já passarem das nove e meia e eu continuar sem comer, mas também pelo tom cínico que nem se deu ao trabalho de disfarçar, no entanto como estava em fraqueza ignorei aquilo até que ele acrescenta "Ah, não me diga que é daquelas que deixa cadeiras por fazer". Ca-brão! Ok, por acaso até sou daquelas que deixa cadeiras por fazer, mas duvido que dizer essas coisas da filha de um possível futuro-cliente seja uma boa estratégia... Aliás, tendo em conta que a jovem em questão está com uma fome desgraçada tal acto podia muito bem ter acabado com o senhor a levar com uma cadeira (daquelas que por acaso não faço... de metal) na tromba.

Jantei às dez da noite...

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