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A minha vidinha

A minha vidinha

07
Fev17

Outra vez esta época do ano...

Maki

Faltam exactamente 7 dias para o dia de São Valentim, e para além de já se sentir o cheiro a desespero a veia casamenteira das pessoas anda a aflorar... 

Ontem estava a falar com umas amigas, e para elas se pararem de queixar comecei a explicar-lhes que pelo menos não tinham a pessoa mais cabra do mundo constantemente a tentar come-las, elas conseguiram mudar a história de forma a que aquela porcaria estivesse cheia unicórnios e arco-íris... Realmente, que estúpida que sou... Porque raio é que eu não haveria de comer uma pessoa com o qual são tão compatível que me fez ir para uma casa de banho esmurrar uma parede e chorar de raiva? Realmente é o tipo ideal! Devia mesmo ir a um cafezinho com ele! 

Nem quero imaginar se lhes tivesse contado do amiguinho que me andava a fazer stalking e que literalmente correu atrás de mim até ao metro e do qual só me livrei porque tive sorte da linha estar cheia de gente e haver uma saída no fim da mesma. Se o outro bastardo é boa pessoa este deve ser só um tipo tímido que gosta de correr e ter monólogos por mensagem no fb com pessoas que não o tem adicionado.

Realmente eu tenho muita sorte, o problema são os meus padrões demasiado elevados tendo em conta quem sou.

24
Mar16

Eu e o mundo "romântico"

Maki

Já falei algures na minha experiência no tinder, só que entretanto uma amiga minha arranjou um bom rapaz (talvez demasiado bom rapaz para ser verdade), então acabei por reavivar a fé na Internet e voltei a instalar, reencontrei imensos jovens do meu curso, incluindo um amigo... Assim como da última vez só meti "like" em rapazes que pareciam normais ou mais para o geek, tive conversas interessantes mas entretanto coisas acontecem e fiz "match" um rapaz que me fez o meu radar de psicopatas colapsar, fiz uma saída soft (não fosse o jovem me encontrar na rua e tentar esfaquear) e apaguei a aplicação na esperança de apagar todas as minhas ligações com a mesma. Ora, como não podia deixar de ser, nada correu como planeado.

No dia após apagar a maldita aplicação fui sair, considerando o meu histórico, presumi que algo estranho fosse acontecer mas estava longe de imaginar que um dos jovens do tinder estivesse no mesmo bar que eu... Aliás... Nos mesmos bares que eu, sim que o meu grupo mudou duas vezes de sitio e em ambos os bares acabei por ter contacto visual com ele, foi constrangedor, a nossa conversa online não teve propriamente conteúdo para eu lhe ir falar e provavelmente ele pensou o mesmo. Mas sendo positiva, pelo menos não foi o rapaz que me fez eliminar a aplicação. Contudo, para compensar não ter ocorrido o pior cenário possível aconteceu outra coisa. Linda, magnifica, perfeita... Estava a dedicar uma música com uma amiga a uma terceira (com direito a coreografia e tudo) quando me deram a mão e puxaram, pensando que fosse outra amiga minha fui. Não era ela, nem era uma ela... Antes de processar a informação já estava a ouvir uma das piores frases de engate de sempre, ri-me e olhei para trás na esperança que elas viessem em meu resgate, mas não... elas observavam-me de longe e ainda tiveram a lata de acenar, às vezes odeio-as. Enquanto evitava que o jovem me tocasse reagia à sua conversa como se ele fosse um dos meus bros na esperança que ele percebesse que eu não queria nada, não funcionou muito bem que o jovem começou a tentar meter a mãozinha à volta da minha cintura (para quem não sabe isso não se faz a um bro). Felizmente uma alma abençoada abriu caminho entre nós, aproveitei para desaparecer, dei uma palmadinha no ombro do rapaz, desejei-lhe boa sorte para a caça e fui o mais depressa que consegui para perto das minhas amigas. Sinto-me sempre tão mal quando alguém tenta abordar-me em bares... Não nasci para essas coisas, tenho sempre medo de magoar a auto-estima das pessoas e assim... Espero que isso não tenha acontecido...

Pois após todos esses acontecimentos no espaço de uma semana acabei por me relembrar que não nasci para essas coisas de relações e assim... Até porque entro em pânico assim que alguém mostra interesse. Gatos. Vou adoptar gatos. 

 

13
Mar16

Falar com estranhos

Maki

Hoje estava a ler este post da C* quando me lembrei de um episódio que aconteceu no ano passado, tudo começou numa tarde em que decidi que Lisboa não era sitio para mim e me sentei ao pé do rio a pensar como haveria de explicar isso aos meus pais, enquanto fazia uma lista mental de razões uma rapariga passou por mim e retrocedeu, ficou um bocado a olhar para mim e perguntou-me se estava tudo bem, sorriu, disse que Lisboa era uma cidade bonita e que a devia aproveitar, depois seguiu caminho. Apesar de simples, essa interacção era exactamente o que precisava para não perder a fé nas pessoas que andam por aqui. Provavelmente ela é a principal responsável por não ter voltado para a terrinha e estou-lhe grata por tal. Por isso estou a apelar para que falem com pessoas que vocês sintam que não estão bem, algo simples como um "boas, precisas de alguma coisa", pode mudar por ajudar mais do que imaginam. Infelizmente nunca tive coragem de o fazer com pessoas da minha idade (em minha defesa, também nunca vi ninguém da minha faixa etária extremamente mal), mas já conversei com vários velhotes e velhotas e todos eles eram pessoas super simpáticas, infelizmente alguns deles choram enquanto falam por estarem fartos da sua solidão ou dos problemas de saúde, mas todos eles acabam por sorrir nem que seja um pouco ao longo da conversa o que faz com que no fim valha a pena.

Toca a falar com estranhos pessoal!

26
Fev15

Afinal o que é o amor?

Maki

Ultimamente tenho-me questionado sobre isso... Não é para me gabar, mas sempre fui boa a identificar quando alguém está apaixonado, há algo que muda nas pessoas, ficam diferentes, por vezes para o bem, por vezes para o mal. No entanto quando uma pessoa ama outra o cenário é completamente diferente. O seu olhar ilumina-se quando fala com o seu amor ou sobre o mesmo. Em toda a minha vida vi duas pessoas que se amavam, não estou a falar do amor carnal, não estou a falar do amor de pais-filhos, estou a falar do amor que duas pessoas que o destino quis que se juntassem. Duas pessoas que após 60 anos ainda se amavam que forma incondicional, duas pessoas que tiveram a sorte de se encontrar, formar família e envelhecer juntos. Não me venham com a treta de que é impossível amar alguém durante tanto tempo que o que acontece é apenas habituação. Eu sei o que vi. Durante toda a minha vida vi o meu avô a amar a minha avó e a minha avó a amar o meu avô. Um amor que não precisava de constante contacto, um amor que os enchia de felicidade pelo simples facto de estarem sentados na mesma sala a olhar para uma parede, mesmo após 60 anos. Para mim isso é amor. O problema é que o sofrimento adjacente ao amor é horrível. Os olhos onde identifiquei maior felicidade foram também os olhos onde identifiquei maior dor. Uma dor do tamanho da felicidade que antes iluminava aquele olhar... No entanto apesar de tudo é esse o amor que quero. Mesmo sabendo que poderá arrancar parte de mim quero amar alguém e ser amada como os meus avós eram. Quero conseguir dizer "amo-te". Nunca o disse a ninguém... Provavelmente se as pessoas presenciassem um amor como o que eu presenciei também não banalizavam o léxico relativo ao mesmo.

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