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A minha vidinha

A minha vidinha

31
Out19

Moça dum cabrao

Maki

Hoje era para ter ido ao cemitério tratar das campas dos meus avós. Sei que é algo muito importante para eles, e eles mereciam. A minha avó enquanto pode ia lavar periodicamente a campa dos pais dela e dos sogros.

Sempre que alguém conhecido falecia os meus avós iam ao funeral dar força aos vivos e homenagear os mortos. Os meus avós compraram um pequeno espaço no cemitério para poderem ser sepultados juntos, o que demonstra que realmente para eles o que acontece aos seus restos depois de coiso é importante.

E eu, em quase 5 anos só fui lá 2 vezes. Sendo que a primeira nem foi para enterrar o meu avô porque aqui a forte após contar à avó que ele já não estava cá hibernou durante 3 dias.

E hoje fui? Não. Porque no fundo ir lá é admitir que eles já cá não estão e enquanto ser adulto e racional recuso-me a admitir tal coisa. Aí se houver vida depois da morte... Depois do meu avô lançar um foguete com a minha chegada, vai-me dar tanto, mas tanto nas orelhas! 

Tanta inteligencia emocional para umas coisas, tão pouca para outras...

 

Mas pode ser que os cabroes do Norte tenham peso de consciência e venham cá compensar uma das visitas que deviam ter feito em vivos e tratar das coisas. Era um alivio para mim. 

27
Out19

Quase 5 anos...

Maki

Hoje apercebi-me que este espacinho está prestes a fazer 5 anos, para comemorar a data (e porque no fundo tenho preguiça de escrever um resumo da importância que isto teve na minha vidinha)  decidi que segunda farei algo diferente. Em vez de escrever vou pensar em voz alta, gravar e publicar, numa espécie de podcast. Para tanto os poucos leitores terem noção do que me passa na mente quando escrevo algo. 

Péssima ideia... Mas... Única ideia de momento 

 

21
Out19

Olha que não.

Maki

Passaram algumas semanas desde que uma amiga minha me largou a bomba de que eu estou sozinha porque não gosto de mim, e que e por isso que não consigo acreditar que alguém possa gostar.

Na altura caguei naquilo, até porque ela queria fugir a um tema e eu não deixo que essas coisas aconteçam, mas hoje lembrei-me disso, e ponderei sobre o assunto.

É verdade, eu não gosto de mim, se me dessem a opção de escolher outra carinha e corpinho eu aceitava, assim como preferia alterar várias coisas da minha personalidade. No entanto sei viver com o que tenho e não acho que sejam problemas relacionados com a autoestima a causa de continuar solteira.

O problema é que tenho um sentido de autoprotecção demasiado elevado e respeito demasiado o meu espaço. Pelo que não me consigo imaginar ao lado de alguém que queira sempre carinho, andar de mão dada, alcunhas cutxi cutxi. Eu preciso de uma criatura com juízo, que saiba o que quer, que saiba estar sozinho, e que seja independente. Basicamente preciso de um homem que se pareça com um gato.

Não estou disposta a orientar a vida de alguém enquanto ele fica deitado no sofá a coça-los. Não estou disposta a dar de mim e a alterar a minha vida por alguém que não me dá confiança, e que sinto que à primeira atenção feminina que receba de outra pessoa me vai dar com os pés. E não vou estar numa relação tóxica em que eu esteja na lama para que a outra pessoa esteja minimamente feliz. Não tenho feitio para ficar à espera que um cabrão se lembre de mim quando está em baixo, ou que se atreva a me mandar abaixo para depois me ajudar a vir a cima para me transmitir a ideia de que agora lhe devo alguma coisa. O meu feitio não é o melhor, mas não vou andar a conter-me para não fazer dói-dói na criatura.

Por isso preciso de um tipo com armadura, que consiga aturar o meu feitio e que também me consiga espicaçar. Um tipo independente, com alguma inteligência emocional. Não de um macambúzio, nem de um tipo instável, ou de um psicopata. E infelizmente os últimos são o tipo de criatura tende a se interessar aqui na besta.

O problema não é eu não gostar de mim, o problema é que tenho demasiado amor próprio.

17
Out19

É por estas e por outras que não tenho coisas caras

Maki

No espaço de 12h consegui esquecer-me do fato-de-banho no balneario, deixa-lo na sala onde trabalho e como se não fosse suficiente o raio do saco onde o transportava caiu no meio de um jardim, e eu apercebi-me logo? Naaaaaaaaaao, só quando estava quase a chegar à porta do mesmo!

Não me bastava aquela porcaria ter um decote maior do que eu estava à espera e ao qual ainda não me habituei, o medinho que algo saia do sitio quando me agarro ao poleiro para descansar, ainda deixo aquela moenga em tudo o que é sítio!

15
Out19

Se alguém perguntar eu fumo um maço de tabaco por dia

Maki

Decidi dedicar-me a sério à natação, arranjei uma piscina de 50m, e lá fui eu. 

Ia cuspindo um pulmão. Mas é que ia cuspindo um pulmão. Só consigo fazer 50m e depois tenho que parar, que o meu coraçãozito chega logo aos 170 e sinto que me vai dar um treco. 

O mais ridículo é que quanto mais lentamente nado, mais me canso e à 2 meses fazia 600m sem parar como aquecimento. 

Passo grande parte do meu treino parada, a rezar para que ninguém implique comigo por estar encostada às divisórias enquanto vejo imensa gente a fazer piscinas sem parar. 

Por isso se alguém perguntar, vamos fingir que não perdi a resistência simplesmente porque sim. Vamos fingir que sou rica e gasto 5 euros por dia em tabaco. 

14
Out19

Casados à segunda vista

Maki

Acho que já mencionei anteriormente, adoro programas ranhosos que posso alegar ver como estudo antropológico. E considerando como anda a minha vidinha, talvez um dia participe num deles. Mas o meu maior medo, é o que aconteceu à outra desgraçada: chegar ao programa e deparar-me com um dos 2 gajos do tinder com quem me encontrei. E oh boy... Com a sorte que tenho era mesmo isso que me ia acontecer.

E se me perguntarem se eu quero voltar a encontrar o amiguinho que raramente fala e insiste que comer gelado é um excelente plano apesar da outra parte ser intolerante à lactose, ou o amiguinho que fala demais, só tem sentido de humor através da app e me enumerou todas as suas relações anteriores... Epah... Não.

E eles de certeza que também não me querem voltar a ver a mim (a não ser o tipo do gelado... Que esse não ficou traumatizado à primeira e voltou a insistir que deviamos comer gelado um dia desses...)

05
Out19

Objeto de demonio

Maki

Vim fazer umas horas para um estabelecimento comercial, e um homem veio perguntar pelo seu objecto coleccionavel. Fui ao armazém e não estava, o homem ficou muito chateado e foi-se embora. Voltei ao armazém e encontrei-o... 

Levei-o para a frente da loja caso o senhor voltasse. O senhor não voltou e aquela porra esfumou-se. Já dei volta a tudo e nada. 

Por mais irracional que pareça, tenho esperança que aquela merda volte a aparecer tão depressa como desapareceu e reapareceu. 

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