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A minha vidinha

A minha vidinha

17
Set19

Desabafo

Maki

Se houver inferno espero que haja um lugar especial para quem bate à porta de casa de banho e tenta imediatamente abri-la, sem dar tempo para a criatura que está lá dentro dizer "ocupado". 

Quase que mijava a perna à pala de uma dessas criatura do demónio. 

17
Set19

Vai ser a última

Maki

Nunca escondi que não gosto do técnico, é um facto, a ilusão de que aquilo era um sítio bacano desaparece após a primeira semana de aulas, e a fermentação do ódio pode ser observada ao longo do blog. Mas se há coisa a que eu ia religiosamente era à Santa Sebenta, sempre com o pessoal da terrinha, até que se começou a pagar. 

Lembro-me de chegarmos lá todos contentes da vida, vermos segurança, mas, confiancudos de que era de borla seguirmos caminho na esperança de que não fizessem uma vistoria à mala porque tínhamos lá chocolates, e deitar fora chocolate é um crime. Heis que nos barram a entrada e ainda pedem 5 euros. Dude... 5 euros e ficar sem o meu chocolate? No no no. 

Acabamos por ir para a alameda curtir a noite,  ajudar o negócio dos monhes, ver o horário que as prostitutas vip tinham, assistir à bebedeira de pequenas criaturas que se tentavam equilibrar alameda abaixo, apesar de ainda serem 22h.

No ano passado não fui, até porque estava com problemas com o quarto que tinha arrendado a uns senhorios mentirosos compulsivos. Mas o meu colega de casa, miudinho caloiro foi. Chegou a casa com uma piela do caraças, mijou a sanita e o chão adjacente à mesma, disse que foi a melhor noite da vida dele e agradeceu-me por lhe ter dito para ir. 

Este ano, para fechar a minha vida académica vou voltar a ir. Para me despedir da festa em que os veteranos ainda se conseguem aproveitar da "magia" associada ao traje para papar caloiras, e alegam que como a festa tem Santa no nome elas se devem ajoelhar perante eles (jk, duvido que precisem de usar esse argumento). 

14
Set19

Do que uma pessoa se lembra

Maki

Ontem fui jantar a casa de uma das pessoas mais honestas e directas que tenho na vida, as almôndegas estavam óptimas, o ambiente estava super bacano, rimo-nos como uns perdidos, entretanto apareceu uma amiga nossa, continuámos a ter uma noite do caraças que terminou em revolta porque um cozinheiro austríaco da não abriu a pavlova que fez no programa de culinária.

Quando cheguei a casa lembrei-me de quando conheci a jovem que chegou depois. Andava eu no quinto ano, numa turma onde éramos só 6 gajas, das quais 2 eram bullies e 2 não tinham opinião em relação a nada. Não se pode dizer que tenham sido bons anos aqui para a besta, que criou uma alcunha para uma cabra que tentou fazer bullying comigo, alcunha que ainda hoje a persegue (acho que já falei algures sobre a minha opinião em relação ao Karma...). 

Conhecemo-nos no desporto escolar, falávamos antes, depois e durante os treinos de natação. A natação era a única altura em que tinha pessoas decentes à minha volta, então eu ouvia mais do que falava com medo de fazer algum erro que afugentasse as pessoas. Eram também os anos dourados do DE na minha terra, nunca houve tanto gajo decente nesta terra como naquela altura, mas só me lembro de um. O gajo devia ser 3 ou 4 anos mais velho que eu, era super alto, e na altura achava-o super giro apesar de agora não me lembrar de nada para além de que era alto e tinha uns olhos castanhos adoráveis. Ele era super simpático, e como eu era extremamente calada quando estava sozinha às vezes tentava falar comigo. Eu entrava em pânico, era ridículo. No entanto de situações só me lembro especificamente de uma (o meu cérebro é um fofo que me faz o favor de aniquilar as memórias constrangedoras). Era de tarde, eu estava no cacifo e assustei-me para caralho quando ele apareceu do meu lado esquerdo, só me lembro de dar um pulo e olhar para o alto e ele estar lá a dizer qualquer coisa com uma t-shirt laranja. 

Nunca mais o vi.

O coitado foi provavelmente o meu primeiro crush e a razão de eu gostar de nadadores.

 

 

10
Set19

A rua esta morta

Maki

Cresci numa rua cheia de comercio, da qual, em tempos, a minha família também fez parte. Ao longo dos tempos alguns comércios foram fechando e a rua foi ficando mais calma... Esta semana os meus vizinhos do café foram de ferias, e é assustador... Desde segunda que não consigo dormir a folga, aparentemente o burburinho lá de baixo, do qual por vezes me queixava, era a minha canção em embalar... Só espero que os meus vizinhos nunca fechem definitivamente o estaminé que eu não consigo vir ao Alentejo e não dormir a folga.

09
Set19

E perderam o papel

Maki

Pelas 18h desloquei-me novamente ao centro de saúde na esperança de finalmente obter o fucking papel. Pelo caminho encontrei uma senhora é cumprimentei-a, a senhora parou, começou a falar comigo, disse que era muito bom cumprimentar as pessoas e que há muitas moças novas que olham para ela e desviam o olhar sem dizer nada, que se Deus quisesse eu ia chegar à idade dela, mas que se tinha que ter fé. Pensei que fosse um bom presságio e que finalmente ia ter as análises. 

Cheguei ao centro de saúde, tirei a senha e nada. Não havia análises, não havia rastro do papelinho onde tinham feito o meu pedido. Nada. 

Se Deus ou seja lá o que for (leia-se a médica) não me quer dar o raio das análises como é que hei de ter fé de chegar aos 80 e tal? 

08
Set19

Bailando

Maki

Em junho tive uma infecçãozita, e quando fui às urgências da terrinha, a doutora, após me fazer esperar 1 hora entre tirar sangue para a análise básica e voltar a ser chamada, na qual tive tempo de explorar toda a enfermaria e ver os meus resultados, pois deixaram-me sozinha na sala (no fundo sinto que foi um pequeno castigo por ter interrompido a sua "hora" de almoço e a ter obrigado a deixar o seu lar para voltar ao hospital, visto que a senhora só atendeu mais uma criatura durante essa hora e as análises levaram para aí 5 minutos a ficarem feitas...) 

Heis que finalmente sou chamada, ela passa-me os antibióticos e diz que tenho princípios de anemia e devia ir falar com a médica de família. 

O que não me disse é que a minha médica de família se ia reformar... Desde aí tem sido uma pequena aventura... Fui ao centro de saúde pedir para fazerem análises, no dia a seguir sai de lá com a data marcada e uma receita para uma infecção urinária que nunca tive e que a senhora da recepção alegava que devia tomar porque se o doutor,  que nunca me viu, a tinha passado por alguma razão seria.

À três semanas fui ao centro de saúde tirar sangue e a enfermeira, um amor de pessoa destoava completamente com as bestas da recepção, disse-me que depois tinha que marcar consulta para ter acesso aos resultados. Só que não tenho médico. E por incrível que pareça é mais complicado aceder aos resultados de umas análise do que receber medicação aleatória para a infeção urinária. 

Durante estas 3 semanas as senhoras recepcionistas, entre as conversas que mantinham entre elas e as cusquices com outros utentes prometeram-me um médico, sempre que me prometiam o dito metiam um sorriso resabiado na cara, pobre senhor... Quando chegar lá vai ser violado pelas solteironas... Heis que ontem me prometeram uma médica. Filhas, eu não quero saber se o Dr. Sebastião está à espera de um dia de nevoeiro para aparecer ou se a Dra. Fátima aparece dia 13 de Maio... Eu já nem peço uma consulta, nem médico de família. Só peço o papel. 

Com o andar da carruagem quando tiver o resultado das análises já estão desactualizados, e tenho que tirar sangue outra vez.

O mais chato é que quarta, quando já estiver em Lisboa, vou tentar dar sangue e vou ficar a saber em questão de minutos se sou ou não anémica, sem necessidade de andar bailando de um lado para o outro debaixo do sol estival nem mijando para um copinho.

08
Set19

É hoje que vou ser presa

Maki

Andam umas criaturas, que pela voz de cano rachado ou são putos de 16 anos ou homens feitos com problemas hormonais, a gritar rua abaixo, rua acima. 

Um deles chama-se Simão, e pelo tom em que gritam o nome dele ou está para morrer, ou está para casar, que o desespero é grande. Meus caros, se vocês querem comer o Simão desde os vossos 10 anos e nunca tiveram coragem de o admitir esse problema é vosso e apenas vosso, não me venham berrar para a rua! 

Estou a um niquinho de ligar para a guarda a dizer que tenho uma bazuca e 2 espingardas em casa preparadas para transformar a desordem em ordem caso não haja silêncio em 5 minutos. Sim, que aqui na terrinha se ligar para a esquadra apenas a indicar que estão a inibir o meu direito ao descanso, eles vão aparecer passado um ano e se for preciso juntam-se ao coro porque afinal também tinham uma crush secreta pelo Simão.

Puta que pariu... Isto só pode ser karma por tentar calar as minhas amigas quando elas estão podres de bebadas a berrar no meio da rua através do diálogo em vez de lhes pregar imediatamente uma cabeçada.

07
Set19

Odeio Setembro

Maki

Este ódio começou no segundo ano de faculdade, que no primeiro ainda achava que ia ser feliz. 

Setembro implica recomeços, assim como implica fim, e Deus sabe que é aborrecido chegar ao fim de um ano e perceber que não fizemos quase nada do que queríamos... 

Então a minha meta é, até terça fazer tudo o que devia ter feito em agosto, quer no âmbito de projectos pessoais, quer no âmbito da tese... Porque sou um cocozito preguiçoso que adia as coisas ao máximo.

 

 

06
Set19

Ai que estou bombada

Maki

Um amigo tinha comentado que eu estava bombada, mas eu achei que ele estivesse a gozar... Até porque tenho andando a comer meio pão por dia. Heis que hoje me vi ao espelho. E oh gosh... Estou bombada! 

Não é que não me tenha visto ao espelho nos outros dias... Sempre que saiu de casa verifico se não tenho um macaquinho a tentar escapar da jaula ou um bocado de baba seca (sim, eu babo-me enquanto durmo, acontece a mais pessoas do que vocês imaginam), mas é sempre uma verificação rápida e geralmente estou com roupa larga.

Mas hoje fiz um check num espelho de corpo inteiro, e estava com um top, e tenho os ombros mais definidos e largos que alguns dos meus amigos... (em minha defesa alguns deles são fracas figuras que não fazem desporto à mais de 5 anos). O presunto continua com celulite, mas está mais definido. 

Para a semana vou esfregar na cara da nutricionista gratuita lá do ginásio que é possível ficar mais bombada sem batidos, sem cortar o pão da alimentação e sem por os pés no ginásio para fazer musculação! Que a senhora na ultima consulta implicou comigo que comendo como eu como e sem levantar peso não ia a lado nenhum.

02
Set19

Quando acampas ao lado de javardos

Maki

Como disse, esta semana fui acampar, não sonhava com o aborrecido que é acordar a meio da noite com o passo dos javardos. E quando digo javardos, falo literalmente de javardos, isto é, porcos selvagens, porque a vida dá muitas voltas e acabei por não ir para o Crato conhecer o badalhoco da minha vida.

E garanto-vos, que o ataquezito cardíaco associado acordar com passos ao lado da tenda, seguido de um roncozito não é bacano. Não é nada bacano, especialmente quando estás sozinha na tenda, sem qualquer tipo de arma de defesa, a não ser um candeeiro e uma geleira, e estás em modo casulo presa num saco cama. 

Como sou burra não sei se os bichos atacam a movimentos bruscos ou a barulhos, não arrisquei. Saí do saco cama da forma mais silenciosa possível, o que, tendo em conta a minha flexibilidade, foi extremamente complicado. E fiquei de cócoras à escuta, e preparatórios para me jogar para cima do bicho (o que por alguma razão me pareceu boa ideia...). Quando o som parou comecei a sussurrar para tentar acordar o casal da tenda ao lado, e nada. Comecei a chama-los baixinho porque eles tinham uma faca, e eles nada. Até que berrei e eles acordaram... Foram fazer um check ao perímetro, e eu invadi a tenda deles. Ficámos os 3 lá a dormir, até que ouvimos o som de um carro. O que, sendo aquilo propriedade privada, não devia acontecer. Desta vez ficámos os 3 acordados, em modo sobrevivência. Os sacanas dos homens ficaram com ar de mafiosos a fumar o seu cigarro no cimo do morro, pelo que, como estava escuro como o breu, só viamos a ponta do cigarro acessa. Saímos da forma mais silenciosa possível da tenda (que, dado a nossa flexibilidade e dores de costas foi um bocadinho triste...), e... Eram pescadores. 

Voltámos para o acampamento, como me sentia mais segura por haver mais 2 homens na zona, voltei para a minha tendinha e os meus amiguinhos para a deles. 

Mas pior do que o acordar com um porco ao lado, é nos apercebemos, debaixo de um céu estrelado, que somos a única criatura do grupo que não tem o seu futuro bem definido...

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