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A minha vidinha

A minha vidinha

28
Ago19

Que se lixe, vou voltar para a terrinha e abrir um negocio

Maki

Esta experiência de trabalho está a ser óptima. Seria melhor se trabalhasse menos horas e acordasse mais tarde? Sim, mas também não estou mal. Não tenho que pensar muito e nas horas mortas posso ver uma serie ou ler um livrinho. 

Honestamente estava a precisar de uma coisa assim... E depois desta experiência tenho a certeza que vou voltar para a minha terrinha e prosseguir com a minha vida aqui. Já tenho tudo pensado, vou trabalhar um ou dois anos para o estrangeiro, sendo a engenheira que todos esperam que seja. Arrecado uns trocos, o suficiente para restaurar um edifício e adapta-lo para o que quero (com sorte nesse intervalo de tempo encontro um homem que alinhe neste esquema), volto para a terrinha, abro um negocio, sou a minha própria chefe, e quem sabe, se não serei também a chefe de outros contribuindo para a economia local, e volto a ser feliz.

O mais chato desta terra é que não há machos solteiros e bons rapazes... Mas ser solteirona para o resto da vida não me assusta, tenho sobrevivido bem até agora...

26
Ago19

Aí que vai ser uma semana de primeiras vezes

Maki

Vou trabalhar pela primeira vez, vou acampar num festival pela primeira vez, o mais engraçado é que vou sair do trabalho, meter as coisas no carro de uma amiga e abalar o mais rapidamente possível para o Crato para tentar montar a tenda ainda com luz, porque algo me diz que a zona de campismo ocasional não vai ter luz suficiente para montar tendas tradicionais sem experiência prévia. Aaaah... Tem tanto por onde correr mal...

 

20
Ago19

Ui que eu ando criando inimigos

Maki

Se nas cronicas criminais dos programas da manhã mencionarem uma gaja que foi presa por dar um carolo num puto com o qual não tem qualquer tipo de filiação, sou eu a conseguir os 5 minutos de fama no programa da Cristina. 

Tudo porque a minha paciência para lidar com pessoas mal educadas surrafa o zero, pelo que ao ver um puto a entrar numa zona vedada fiquei com comichão e ao vê-lo a rasgar a vedação saiu-me instintivamente um berro do interior dos meus pulmões a informa-lo que aquilo não era para rasgar. Os amigos (crianças com noção que estavam fora da área vedada) fugiram, mas o puto alfa não. Deixou de rasgar aquela porcaria, mas permaneceu na zona vedada para demonstrar um quê de rebeldia, depois foi-se embora. 

Nesse momento apercebi-me que definitivamente não nasci para ter filhos. Se um puto que me rebentasse toda para vir ao mundo tivesse uma atitude dessas levava logo um estalo, e explicava-lhe detalhadamente porque é que atitudes dessas fazem dele uma pessoa irritante e o quão perigoso é ser irritante quando se tem uma mãe irritadiça.

Como fazer o trabalho pelo qual os 4 vigilantes da piscina são pagos quando não se tem autoridade para expulsar os putos do recinto é tramado, tive que lidar com a ira do meu inimigozito de palmo e meio, que, para demonstrar que aquele território era dele mijou-me para o chinelo. Aaaah, não. Mas passados uns minutos fez questão de passar entre mim e as minhas tralhas, fazendo uma razia à minha mochila e pontapeando o meu chinelo. Wow. Senti-me bastante intimidada, e tive um ataque de riso. O que foi tido como uma ofensa pelo meu inimigozito de palmo e meio pois os seus beta (que mantiveram uma distância de segurança porque felizmente ainda há putos com noção) também se riram da situação. 

Entretanto fui-me embora, mas será que a história fica por aqui? Ou será que devo ir 
a GNR pedir protecção não vá o puto pontapear-me os tornozelos?

Continua(?)

19
Ago19

Quando os teus amigos tem a inteligência emocional de uma batata

Maki

Sei que muitas vezes não tenho o direito de estar chateada porque não falo muito sobre o que sinto e como me sinto, por isso não fico. Mas se eu digo explicitamente que estou na lama e que preciso de recarregar sozinha, sinto que tenho o direito de dar uma cabeçada a quem me chama cortes. Especialmente quando tais insultos vem de alguém que se está sempre a dizer que não a qualquer proposta ou de alguém a quem só me corto nos convites feitos na véspera porque alguém desistiu...

Porque apesar de parecer que não, aqui a besta também tem sentimentos e restrições monetárias. E talvez também tenha que repensar algumas coisas da sua vida...

12
Ago19

É tramado

Maki

Assim como não somos nós que definimos quem somos, pois estamos dependentes do meio em que crescemos, também não somos nós que decidimos o nosso futuro. Não é só lutar e acreditar para que as coisas aconteçam, há um factor extremamente importante e que infelizmente não conseguimos gerir: o factor sorte. 

Estou farta de ouvir putos vindos de berços de ouros, cujos pais/avós emprestaram não sei quantos mil euros para que lançassem o negócio a contar a sua história como se fosse uma epopeia e a alegar que qualquer um pode ser o que quer. Estou farta que usem exemplos como o da Malala para explicar que com vontade tudo se faz, como se não houvessem milhares de criancinhas que morrem todos os dias que também tem vontade de lutar pelo direito à educação.

Não é só querer e lutar, é preciso ter sorte. Sorte de nascer numa família que apoie, ou que se possa dar ao luxo de dispensar dinheiro para as vossas ideias. É preciso ter sorte para não morrer no caminho da escola e ficar cá para contar a história.

Porque é tramado... É tramado querer fazer alguma coisa e saber que a tua família se opõe a isso. É tramado ter projectos e não ter dinheiro. É tramado levar um tiro numa guerra da qual não tens culpa. É tramado não ter sorte.

Mais tramado do que não ter sorte, é ter que ouvir sortudos a dizer que tudo é possível e que o mundo é a nossa concha. 

Mas nada é mais tramado do que estar a ouvir um sortudo a dizer que o mundo é a nossa concha seguido de um “alarguem as fronteiras e abracem as pessoas que estão perto de vocês”. Quando não conheces as pessoas que estão perto de ti. E a criatura que está ao teu lado foi tocada pelo discurso. E apesar de estares já sentada abre os braços na tua direcção. E é verão. E sentes que se dizeres que não, é possível que a criatura considere que pode ser o teu guru. E não podes fugir. E a pessoa à tua frente também se está a voltar para trás. E tu és o tipo de pessoa que diz “então como vai isso?” quando chega aos sítios para evitar cumprimentar as pessoas de forma física. 

10
Ago19

Quando uma barata se mete na minha vida

Maki

Ia fazer uma coisa extremamente espontânea. Ontem convidaram-me para hoje ir de férias, assim do nada, sem qualquer aviso prévio, apenas um “amanhã vamos embora, temos um lugar vago, queres ir?” E eu, acabei por dizer que sim. Tanto porque sinto que não estou a aproveitar bem a minha vida jovem, como por o pessoal ser super bacano.

Cheguei a casa, expliquei ao meu pai, perguntei se se importava, ele disse que podia ir, fiquei toda contente, fiz a mala e fui dormir que hoje tinha que abalar às 7h. E o meu problema foi ter ido dormir... 

Acordei várias vezes em pânico, com o cérebro a andar a 1000. Porquê? Porque já fui àquela cidade e à noite aquilo ficava infestado de baratas, e quando digo infestado, é mesmo infestado... Aliás, de certa forma até tivemos sorte porque no nosso apartamento “só” vimos uma, gigante, na parede, que voou para a cara de um moço que estava connosco e gerou o meu primeiro e último ataque de pânico à frente de pessoas.

O pior é que racionalmente sei que não faz sentido não ir por causa de baratas... As bichas são inofensivas. Feias, mas inofensivas, vendo as coisas nesse prisma, até tenho bastante em comum com elas. Sei que elas estão em todas as cidades e que é estupido ter medo delas, porque a probabilidade de um dia as cabras me invadirem a casa é grande. 

Mas porra... tive anos sem ver uma... chegar àquela terra e ver tantas fez-me impressão... E o pior é que as via sempre em sítios onde não podia fugir... Posteriomente voltei a ver essas cabras tanto em Lisboa como na minha terrinha, mas sempre na rua, onde podia fazer um sprintzito ou saltar para as costas de alguém (comportamento super adulto e racional, eu sei).

Isto tudo para dizer que não vou de férias para Espanha com medo de encontrar baratas no apartamento, e vos dar a entender que se um dia aparecer no telejornal que uma otária pegou fogo à casa porque viu uma barata, é provável que seja eu.

 

08
Ago19

“Já compraram massa e arroz?” Então mas isto é o apocalipse?

Maki

Bem... O alarmismo típico do tuga já não é novidade, daí as filas para abastecer, o telejornais só falarem numa greve, que ainda não aconteceu, talvez não vá acontecer, mas já está a por o país de pernas para o ar. Mas um jornalista perguntar a uma senhora que está na fila para abastecer se já comprou massa e arroz para a semana é um abuso...

Se ainda perguntasse por bens que tem curta validade: fruta, legumes... Tudo bem. Agora arroz e massa? Não sei quanto a vocês mas em minha casa um pacote de qualquer um deles dá para mais de um mês... 

Será que o jornalista sabe alguma coisa que eu não sei? Pelo sim pelo não, amanhã vou comprar 5kg de atum enlatado, 5kg de salsichas de conserva, 100L de água e toda a massa que conseguir.

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