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A minha vidinha

A minha vidinha

17
Jun19

Infelizmente a minha avó não era o Rúben de Carvalho

Maki

A minha avó também morreu como consequência de uma queda de uma cama num sitio onde estava internada. Mas a minha avó só era importante para pessoas sem influência. Então ninguém achou estranho. 

Ninguém achou estranho a enfermeira chefe do sítio onde ela acabou por cair, que também era enfermeira no sitio onde ela teve a sorte de estar antes daquele, e que a acompanhou em ambos os lados e se queixava que ela se mexia muito à noite não lhe tivesse proporcionado uma rede no novo sítio para que ela não caísse. 

Mas também ninguém acha estranho que uma elevada quantidade de utentes que chega ao hospital onde ela teve a infelicidade de morrer provenientes do sítio onde ela teve a infelicidade de cair tenham sarna. Ninguém acha estranho que essa situação se prolongue há mais de dois anos. Dá uma ligeira comichão mas ninguém acha estranho. 

Também ninguém achou estranho quando a minha avó caiu não fosse uma auxiliar a encontra-la à beira da cama mas sim uma utente com alzheimer que vagueia pelos corredores e a encontrou à porta do quarto, porque se viu obrigada a se arrastar até lá para procurar ajuda. 

Também ninguém acha estranho a quantidade de casos de desidratação e desnutrição que chegam aos hospitais provenientes de sítios financiados pela vontade que as pessoas têm de ganhar algum dinheiro fácil aos raspar um cartão ou tentar acertar em alguns números. 

Porque infelizmente nem todos somos Rubens de Carvalho, nem todos influeciamos pessoas influentes. Nem todos temos o direito de achar coisas estranhas. 

Porque infelizmente o país não está preparado para a quantidade de idosos que tem. O serviço nacional de saúde não tem tantas pessoas a trabalhar lá como devia. E, mesmo que eu ache alguma coisa estranha, a quem é me posso dirigir? Quem é que está disposto a me ouvir? 

Ninguém, porque infelizmente a minha avó não era Rúben de Carvalho. Felizmente a minha avó era só uma mulher espantosa que teve a infelicidade de estar presente na vida de pessoas pouco influentes. 

 

15
Jun19

Acampemos

Maki

Estão a sentir o óptimo tempo que vai estar este fim-de-semana? Eu também não, mas vou estar a acampar no norte... Com um grupo de virgens no que toca ao campismo... Temos uma tenda que se lança e fica montada, e uma normal, que nenhuma de nós sabe montar... Aposto que vou acabar a chatear um camone que está a curtir a reforma em Portugal para nos ajudar... 

Anyway, se quiserem seguir o desenrolar desta péssima ideia, é ir ao Insta.

Só para aguçar a curiosidade, por razões bem mais fortes que eu, estou com um guarda roupa reduzido. Nunca andei tão bem vestida como nas ultimas 2 semanas, mas também nunca tive tão desconfortável...E o que é que nós vamos fazer? Uns percursos "pedestres", que devem basear-se em caminhos de cabra, e eu vou de que? Saia e all star. Aquele sapatinho com uma aderência tão boa que me fez resvalar em plena Arrábida e ficar com uma nódoa negra colossal no rabo. 

 

13
Jun19

Ai que as consultoras querem-me

Maki

Tenho a tese atrasada, muito atrasada, mas decidi começar a enviar currículos, ver propostas de emprego, actualizar o perfil do LinkedIn, e damn... As consultoras estão desesperadas...

Enviei o currículo e umas horas depois já tinha resposta de umas consultoras... Que honestamente são a minha ultima escolha... Porque se começar numa consultora vou ser escravizada e nunca mais vou conseguir sair do loop de trabalhos associados a programação... E se eu quisesse programar para o resto da minha vida tinha ido para informática... 

Claro que não vou meter essa hipótese de lado, mas sendo honesta vou aproveitar pelo menos 2 consultoras para fazer um aquecimento para as entrevistas de emprego de empresas que realmente me interessam... Se elas se aproveitam de recém-licenciados e mestrandos (?), sinto que não é muito injusto que também me aproveite deles para me preparar... 

Rezemos para que um dia encontre um emprego, e acima de tudo, que ganhe força para começar a trabalhar a sério na tese.

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