Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A minha vidinha

A minha vidinha

04
Ago15

Quando uma pessoa tem que engolir sapos

Maki

Existem pessoas estúpidas, pessoas cínicas, pessoas manipuladoras, e existem pessoas que têm o poder de ser dotadas de todas essas características. Como é o exemplo do meu caro tio.

O senhor irrita-me, irrita-me profundamente, irrita-me como nem toda a gente me irrita. Odeio ouvia a voz dele, odeio o tipo de conversa, odeio a ganância.

Hoje ligou ao meu pai, raramente o faz, mas hoje às estrelas alinharam-se e ele ligou. Com a proximidade da festa da terrinha o senhor resolveu que era uma boa altura para sugerir meter uma pessoa a limpar a casa dos meus avós, afinal, ele não está disposto a vir à terrinha e limpar a casa. Ele quer é ter uma casinha na terrinha para trazer os amiguinhos finórios.

Quando os meus avós eram rijos e tratavam da casa não havia um ano em que não viessem cá passar uma ou duas semanas, comer a comidinha, e dar uma voltinha enquanto a minha avó tratava de tudo. Desde que a minha avó deixou de conseguir tratar das coisas raramente resolvem dar um ar da sua graça. E como o meu avô dizia o que toda a gente achava e mandava umas boquinhas houve uma altura em que passavam pouco mais de 2 dias cá.

Só de pensar como a minha avó se deve sentir... Como o meu avô se devia sentir... Odeio-os. Odeio como eles acham que a minha avó está senil quando ela está apenas surda e não percebe o que eles dizem visto que eles falam para dentro. Eu mal os entendo e não tenho nenhum problema, como é que eles esperam que a minha avó o faça? Ah! Isto tinha que sair!

01
Ago15

Quando a senhora do supermercado te odeia

Maki

Estava eu na minha inocência a entrar no supermercado com uma amiga para comprar umas coisinhas quando vemos o chão molhado, andamos mais devagar e meio em bicos de pés para não sujar aquilo nem cair quando olho para o lado, digo bom dia à senhora que estava a lavar o chão e ela me diz "devem pensar que isto é Lisboa" com ar de quem nos quer dar uma sova, nós apressamos o passo na esperança de não morrer entretanto lembrei-me que precisávamos de uma coisa do corredor anterior, digo à rapariga para esperar, dou meia volta, um passo para a frente e vejo a senhora com a esfregona na mão a olhar fixamente para mim no meio do corredor, as minhas pernas vacilaram um pouco dei outra meia volta e fui com a minha amiga em passo super rápido para o primeiro corredor que encontrámos. Olhámos uma para a outra com ar de pânico e desatamos a rir.

Tratamos do resto das compras e tivemos que voltar ao dito corredor, como vimos um gajo semi-nu a passar sem nenhuma reclamação associada pensamos que era seguro, mas assim que metemos o pernil no corredor ouvimos uma voz vinda detrás do expositor dos legumes "o que será que estás procuram?", apressamos o passo e entrámos em pânico porque não sabíamos onde estava aquela porcaria e tínhamos medo de nos mexer naquele corredor. Enquanto ouvíamos a senhora a se queixar de nós a um rapaz que trabalhava lá, até que ele veio em nosso auxílio e perguntou o que procurávamos e que estava exactamente a meio do corredor... Agradecemos, fomos para a caixa e rimos como umas perdidas no caminho para casa.

A nossa sorte é que em principio não voltaremos lá, senão a senhora ainda nos fazia uma rasteira com a esfregona ou assim...

01
Ago15

Afinal não sou tão invisível como gostava

Maki

Estava eu sentadinha numa cadeira de um bar a ler uma mangazinha rezando para que o senhor espanhol de 30 e muitos anos percebesse que eu não ia sair da cadeira para dançar com ele ou com quem quer que fosse quando alguém me toca no braço. Euzinha enojada da vida pelo tipo de interacção que ele e os amiguinhos estavam a ter connosco olho para cima preparada para uma resposta seca quando vejo um bacano que me era familiar, perguntou-me se andava no ist, se era do curso que sou e foi-se embora sabe-se lá para onde.

Eu era feliz a pensar que ninguém naquele curso a não ser os bichos com quem me dou, os que traumatizei e o meu antigo stalker sabiam da minha existência. Deprimi.

01
Ago15

Quando vivo a vida louca

Maki

Para mim as discotecas são uma espécie de inferno na Terra: a música; as pessoas; o fumo; as investidas; a casa de banho... Tudo aquilo me assusta. Ontem fui a uma, aliás a várias, como se não bastasse estar no inferno as minhas amigas resolveram juntar-se contra mim e tentar a todo o custo arranjar-me um rapazito. Foi horrível, sempre que aparecia um gajo qualquer ao meu lado elas começavam aos encontrões com grande sorriso e eu permanecia com a maior poker face do mundo a conter-me para não as mandar para nenhum sitio. Enquanto pessoa quieta era tipo o engate em hard mode lá do sítio. Portanto quando o rei fazia anos lá aparecia algum que tinha feito uma aposta ou algo do género a tentar falar comigo (tentar porque eu não percebia um cu do que me diziam) e acabava por desaparecer no meio da multidão. Só um bacano é que foi simpático sem qualquer tipo de segundas intenções, provavelmente por eu ter achado que a dança dele era uma simulação de boxe e lhe ter feito um directo com uma distância de segurança decente. Acabei por descobrir várias coisas que não são propriamente interessantes, como por exemplo que dançar com as mãos em posição defensiva afinal é mesmo uma espécie de moda, que os rapazes são mais românticos que as raparigas em relação ao pós-comilanço a e que continuo óptima a traumatizar rapazes, afinal traumatizei dois. Sim, dois, não foi apenas o desgraçado que viu um punho a ficar parado a cerca de 20cm da sua cara, também traumatizei um tipo que estava a esfregar-se a uma delas, quando vi o ar de pânico da rapariga meti a minha cara de psicopata e fiquei a olhar para ele. Quando ele se apercebeu afastou-se dela, aproximou-se de mim e perguntou "no?" não sei o que era não, mas mantendo a minha expressão disse "no." ele pediu desculpa e afastou-se. Nunca elas ficaram tão felizes por eu estar com essa cara no meio da discoteca. Acabei a noite a segurar o cabelo de uma amiga enquanto ela vomitava e a concluir que sou bastante paciente, mas foi engraçado, vou manter a maior distância possível de uma discoteca (e das ruas adjacentes, que é complicado ser fêmea e andar naquelas ruas, não tão complicado como ser rapariga e estar parada numa daquela ruas mas continua a ser complicado) durante pelo menos dois meses.

Pág. 2/2

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D